Preços das casas para arrendar dispararam 40% em um ano

Este valor significa um crescimento de perto de 400 euros no valor da renda. Em relação ao segmento de venda verificou-se uma subida homóloga de 10,6%, o que se traduziu num aumento de 38,7 mil euros.

Os preços das casas para arrendar registaram um aumento de 38,6% em agosto de 2022, quando comparado com o período homólogo do ano anterior (1.019 euros), o que se traduziu numa subida do valor da renda próxima dos 400 euros, segundo os dados do Barómetro do portal imobiliário Imovirtual divulgados esta terça-feira, 30 de agosto.

Em comparação com o mês anterior, o valor médio da habitação para arrendar subiu 7,2% passando dos 1.317 euros para os 1.412 euros.

Em relação a julho de 2022, os distritos que apresentaram os aumento mais significativos foram Castelo Branco (14%) e Lisboa (11,5%), com as rendas médias a fixarem-se agora em 781 euros e em 1.804 euros, respetivamente.

Nota ainda para as subidas da renda média em Vila Real (9,6%), Beja (8,6%) e Setúbal (7%).

Em sentido inverso, os distristo que apresentaram uma descida na renda média em agosto, face ao mês anterior, foram a Região Autónoma da Madeira (-13,5%), sendo agora de 1.068 euros; Viana do Castelo (11,6%), com um valor de 698 euros, e Bragança (-10%), com a renda a ser agora de 461 euros.

Analisando os valores para arrendar casa em relação a agosto de 2021, os distritos que registaram aumentos mais expressivos foram Castelo Branco, com uma subida de 100,8% (de 389 euros para 781 euros), Faro, com um crescimento de 69,8% (de 821 euros para 1.394 euros) e Beja, que subiu 65,3% (de 473 euros para 782 euros).

Em sentido contrário, o distrito com maior quebra do preço de renda face ao período homólogo foi Portalegre (25,7%), descendo dos 459 euros para 341 euros, enquanto Portalegre (341 euros) e Bragança (461 euros) foram os distritos mais baratos para arrendar em agosto. Lisboa (1.804 euros), Faro (1.394 euros) e Porto (1.295 euros) continuam a ser os mais caros.

No que diz respeito ao segmento de venda, o preço médio de venda anunciado manteve-se estável em agosto (+0,7%), face a julho, passando dos 401.312 euros para 403.935 euros.

Em comparação com o período homólogo de 2021, que registava um valor médio de venda de 365.264 euros, há um aumento de +10,6%, que se traduz em casas 38,7 mil euros mais caras.

Os distritos com o aumento mais significativo do preço médio de venda em agosto, face a julho, foram Coimbra (3,4%, de 197.721 euros para 204.487 euros), a Região Autónoma da Madeira (3,3%, de 448.592 euros para 463.349 euros), Guarda (3,2%, de 107.018 euros para 110.414 euros) e Portalegre (3,1%, de 118.620 euros para 122.330 euros).

Em agosto apenas se registaram ligeiros decréscimos, pouco significativos, no preço médio de venda registado em Viana do Castelo (-0,3%) e Bragança (-0,2%), com os valores a fixarem-se agora em 251.294€ e 218.035€, respetivamente.

Em relação a agosto do ano passado, os distritos que registaram o maior crescimento do preço de venda são a Região Autónoma da Madeira (24,9%), passando de 370.942 euros para 463.349 euros e Setúbal (23,2%), que sobe de 306.026 euros para 376.945 euros.

Vila Real foi o distrito com a maior quebra do preço médio de venda face a agosto de 2021 (6,5%), descendo de 193.435 euros para 180.812 euros.

Já a Guarda (110.414 euros) e Castelo Branco (121.449 euros) foram os distritos mais baratos para comprar casa em agosto. Os mais caros continuam a ser Lisboa (643.450 euros) e Faro (566.806 euros).

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