Preços das casas para compra subiram mais que inflação em 14 distritos. Évora com aumento de 37,5%

No mês de dezembro de 2022, a inflação em Portugal atingiu os 9,6%, o que provocou um crescimento expressivo do preço da habitação para compra. Apesar de ter registado um aumento abaixo da inflação com 3,1%, em Lisboa, o preço médio do m2 já é de 5.147 euros, sendo o valor mais elevado do país.

A subida da inflação no último ano provocou um aumento expressivo nos preços das casas para compra em Portugal, o que provocou uma subida dos valores acima da inflação em 14 das capitais de distrito nacionais, de acordo com os dados revelados por um estudo do ‘idealista’ esta quinta-feira, 26 de janeiro.

Em dezembro, mês em que a inflação atingiu os 9,6%, comprar casa em Portugal tinha um custo médio de 2.475 euros por m2. O distrito de Évora registou um crescimento de 37,5%, ou seja, 27,9 pontos percentuais (p.p.) acima da inflação e com o valor médio do m2 a fixar-se nos dois mil euros.

Acima dos 30% ficou também Ponta Delgada (36,4%) e um preço médio de 1.667 euros/m2. Seguiram-se três capitais de distrito com subidas superiores a 20%: Funchal (25,9% e 2.656 euros/m2), Santarém (21,2% e 1.029 euros/m2) e Aveiro (20,3% e 2.489 euros/m2). Perto dos 20% aparece o distrito de Faro (19,1% e 2.602 euros/m2 e Leiria (18,1% e 1,327 euros/m2).

Seguem-se Vila Real e Setúbal (ambas com 17,9%) com preço médio de 1.269 euros/m2 e 2.161 euros/m2, respetivamente, Beja (16,4% e 963 euros/m2), Braga (14,5% e 1.572 euros/m2), Viana do Castelo (12,9% e 1.421 euros/m2), Bragança (12,6% e 865 euros) e Viseu (10,4% e 1.302 euros/m2).

Abaixo da inflação contam-se cinco capitais de distrito. Porto (7,4% e 3.238 euros/m2), Coimbra (7,2% e 1.732 euros/m2), Guarda (6,6% e 799 euros/m2), Castelo Branco (5,2% 810 euros/m2) e Lisboa (3,1% e 5.147 euros/m2). Nota ainda para Portalegre (-1,7% e 669 euros) ao ser a única capital de distrito onde as casas ficaram mais baratas.

Contudo, se olharmos aos municípios com mais de 100 mil habitantes, os preços das casas subiram mais do que a inflação em 20 d0s 24 concelhos de Portugal. O maior aumento foi no Funchal (25,9% e 2.656 euros/m2), seguindo-se Matosinhos (21% e 2.898 euros/m2) e Seixal (20,5% e 2.26 euros/m2) a registarem crescimento superiores a 20%.

Seguiram-se a Maia (19,7% e 1.868 euros/m2), Oeiras (18,5% 3.669 euros/m2), Guimarães (18,2% e 1.403 euros/m2), Leiria (18,1% e 1,327 euros/m2), Setúbal (17,9% e 2.161 euros), Almada (17,5% e 2.526 euros/m2), Gondomar (16,2% e 1.530 euros/m2), Sintra (15,6% e 2.218 euros/m2), Vila Nova de Famalicão (15,1% e 1.247 euros/m2), Cascais (14,8% e 4.432 euros/m2), Braga (14,5% e 1.572 euros/m2), Odivelas (12,2% e 2.563 euros/m2), Barcelos (11,9% e 1.356 euros/m2), Santa Maria da Feira (11,6% e 1.216 euros/m2), Vila Nova de Gaia (10,2% e 2.031 euros/m2), Amadora (10% e 2.490 euros) e Vila Franca de Xira (9,9% e 2.004 euros/m2).

Abaixo da inflação encontram-se quatro concelhos. Além de Porto, Coimbra e Lisboa já referidos acima está também Loures (4,9% e 2.543 euros).

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