Preços dos plásticos reciclados duplicam num ano e atingiram novos recordes

Os preços do tipo mais comum de plástico reciclado duplicaram num ano e atingiram novos recordes num altura em que as empresas competem por fornecimentos já limitados, segundo o “Financial Times”.

Os preços do tipo mais comum de plástico reciclado duplicaram num ano e atingiram novos recordes num altura em que as empresas competem por fornecimentos já limitados, noticia o “Financial Times”, esta sexta-feira.

Esta escassez ameaça, assim, o cumprimento dos objetivos ambiciosos estabelecidos por grandes grupos de bebidas e bens de consumo.

Desde janeiro do ano passado, o custo dos flocos de tereftalato de polietileno (PET) pós-consumo na Europa aumentou 103% para 1.690 euros por tonelada, de acordo com o grupo de dados da consultora ICIS, depois de os fabricantes de artigos domésticos, alimentos, bebidas e vestuário terem adoptado objetivos de utilização de plástico reciclado novo.

Os preços dos fardos de garrafas usadas, que são utilizados para fazer os flocos, subiram de forma galopante, tendo mais do que triplicando desde janeiro de 2021. Nos EUA, os preços do plástico reciclado também subiram, segundo o ICIS.

O custo do PET reciclado na semana passada ultrapassou o do equivalente virgem, uma vez que a procura do produto pós-consumo compensou o impacto do aumento dos preços dos combustíveis fósseis sobre o custo do plástico recém-fabricado.

Nos últimos tempos, os principais fabricantes de bebidas têm estado no centro das atenções em relação ao plástico de utilização única

Na sequência de uma meta imposta pela UE, a Coca-Cola, PepsiCo, Nestlé, Keurig Dr Pepper e Danone deverão garantir que as embalagens até 2025 tenham pelo menos 25% de material reciclado.

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