Preços “exorbitantes” e poucos lugares disponíveis: Assim são as viagens para a Madeira no Natal

Viajar para a Região este Natal é um verdadeiro desafio, com as tarifas a complicarem os orçamentos familiares. Voo charter para estudantes foi solução “tardia” e registou pouca adesão, diz António Barroso Cruz, responsável pela Agência Abreu na Madeira.

Poucos lugares e preços “exorbitantes”. Viajar para a Madeira este Natal é um verdadeiro desafio, com as viagens a atingirem valores acima dos 400 euros.

Se os preços praticados têm por base a lei da oferta e da procura, sobretudo nesta altura em que o número de turistas que procura a ilha dispara e os estudantes regressam em massa, há quem defenda que é possível uma intervenção estatal no sentido de garantir que as tarifas baixem, especialmente para beneficiar quem estuda fora da Região.

Pedro Araújo, responsável pela agência Bravatur, diz ser compreensível que as companhias aéreas tentem rentabilizar este período de maior procura, mas lembra que os preços praticados são “incomportáveis” para a maioria das famílias madeirenses e defende uma intervenção do Governo da República junto da TAP para atenuar este impacto.

“Se houvesse mais voos, naturalmente que os preços baixariam. Por outro lado, é compreensível que as companhias tentem rentabilizar a procura. Não é um problema de solução fácil”, refere o porta-voz da Bravatur, lembrando que “é preciso ter em conta, todavia, que a TAP tem 50% de capitais públicos e que cabe ao Governo da República assegurar o princípio da continuidade territorial, pelo que seria bem-vinda uma intervenção junto da companhia, no âmbito do subsídio de mobilidade”.

Já António Barroso Cruz, responsável pela Agência Abreu na Madeira, tem muitas reservas quanto a uma intervenção junto da TAP. “É verdade que a companhia tem capital público, mas há valores mais altos que se levantam. O problema do aumento dos preços resulta da lei de oferta e procura. Acontece também em outros destinos nesta altura, como é o caso do Rio ou de Nova Iorque”, defende.

“Lamentavelmente  tarifas entre os 400 e os  600 são absurdas e poucas famílias conseguem comportar estes preços”, acrescenta António Barroso Cruz, considerando que a solução encontrada pelo Governo Regional de fretar uma avião pecou por tardia e resultou num “verdadeiro fiasco”.

O Executivo madeirense chegou a acordo com a TAP para  garantir um voo extra que chega esta quarta-feira à Madeira e regressa a Lisboa a 1 de Janeiro, com tarifas a 65 euros para estudantes.

“O Governo vai pagar 55 mil euros, segundo o que se leu na imprensa regional, e se a ocupação do avião chegar a 2/3 já é muito bom”, critica António Barroso Cruz.

Chegar à Madeira em Dezembro e sair em Janeiro não é para qualquer bolso
Com poucos lugares disponíveis em todas as companhias e preços elevados, passar o Natal na Madeira afigura-se uma tarefa complicada e o problema volta a colocar-se, em Janeiro, altura de regresso a casa ou à universidade.

“Sair da Madeira até 9 de Janeiro significa pagar valores muito altos pelas passagens. Isso choca mas é preciso tentar compreende-lo do ponto de vista comercial”, frisa António Barroso Cruz.

No caso dos turistas, a marcação com maior antecedência  ajuda a conseguir tarifas mais económicas, já para os estudantes é muito difícil tendo em conta o calendário dos exames.

Viajar para os Açores sai mais em conta
Apesar da maior procura pelo arquipélago nesta altura do ano, resultado do regresso para férias dos estudantes, as viagens para os Açores são, refere Pedro Araújo, mais em conta.

“Entrar nos Açores nesta altura não representa o mesmo problema do que na Madeira. No reverso, há poucos lugares nas viagens dos Açores para a Madeira. Por exemplo, uma viagem na Sata com saída esta sexta para os Açores e regresso a 28 custaria 266 euros”, diz Pedro Araújo. No caso da Madeira, uma viagem na Easyjet com saída para Lisboa amanhã e regresso a 23, com mala, custaria cerca de 417 euros.

No arquipélago açoriano, o valor do subsídio para as viagens entre a Região e a Madeira é a diferença entre o custo elegível e o valor máximo de 99 euros por viagem de ida e volta. Na Região, o valor  da viagem fica por 86 euros, sendo os custos acima dos 400 euros suportados pelo passageiro.

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