Preços industriais na Alemanha sobem em média 32,9% em 2022, um máximo de sempre

Os preços industriais na Alemanha aumentaram em média 32,9% em 2022, contra 10,5% em 2021, representando o maior aumento de preços desde o início da série em 1949, anunciou hoje a agência federal de estatística alemã (Destatis).

Os preços industriais na Alemanha aumentaram em média 32,9% em 2022, contra 10,5% em 2021, representando o maior aumento de preços desde o início da série em 1949, anunciou hoje a agência federal de estatística alemã (Destatis).

No conjunto do ano passado, a evolução dos preços da energia teve o maior impacto na evolução da média anual do índice, com um aumento de 86,2%, contra 24,8% em 2021, incluindo um crescimento de 132,8% dos preços do gás natural, 95,4% dos preços da eletricidade e 40% dos preços do petróleo.

Excluindo a energia, os preços no produtor aumentaram 14% em 2022 face a 2021, contra 6,1% em 2021 face ao ano precedente.

Para os bens intermédios, os preços subiram 19,4% face a 2021, enquanto os preços dos bens de consumo duradouros aumentaram 9,7%, os preços dos bens de capital 7,1% e os preços dos bens de consumo não duradouros 14,4%.

No caso dos alimentos, os preços aumentaram 18,9% em 2022 face a 2021.

Em termos mensais, em comparação com o mesmo mês em 2021, o índice registou um acréscimo de 21,6% em dezembro, a terceira desaceleração consecutiva e o menor aumento desde novembro de 2021.

A inflação industrial alemã tinha atingido um aumento de 45,8% em setembro, que se moderou gradualmente para 34,5% em outubro e 28,2% em novembro.

Em cadeia, face a novembro, os preços no produtor industrial registaram uma queda de 0,4%, o terceiro decréscimo consecutivo, embora menos intenso do que o de 3,9% verificado em novembro e o de 4,2% em outubro.

Segundo a Destatis, o principal fator por trás do aumento dos preços no produtor em comparação com dezembro de 2021 continuou a ser o aumento dos preços da energia, devido à elevada percentagem de ponderação combinada com alterações excecionalmente elevadas.

Além disso, os preços dos bens de consumo não duradouros, bens intermédios, bens de consumo duradouros e bens de capital também aumentaram significativamente.

Em dezembro, os preços da energia aumentaram 41,9% face ao mesmo mês do ano anterior devido à subida acentuada dos preços do gás natural e da eletricidade.

 

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