Prejuízo da Oi no terceiro trimestre soma 592 milhões de euros

A Oi, detida em cerca de 5% pela Pharol, encerrou o terceiro trimestre com um prejuízo líquido consolidado de 3,06 mil milhões de reais (cerca de 592 milhões de euros), de acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira. O registo traduz uma melhoria de 36,3% na base anual nos resultados. Mas, em relação ao segundo trimestre deste ano, quando teve resultados negativos de 321 milhões de reais, a Oi agravou seu prejuízo.

Oi Brasil

A Oi, detida em 5,28% pela Pharol, encerrou o terceiro trimestre do ano com prejuízo líquido consolidado atribuído a acionistas maioritários de 3,06 mil milhões de reais (cerca de 592 milhões de euros), de acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira. O registo traduz uma melhoria de 36,3% na base anual nos resultados.

O resultado representa uma melhoria em relação aos números reportados no mesmo período do ano passado, quando a companhia registou um prejuízo de mil milhões de reais (194,7 milhões de euros). Mas, em relação ao segundo trimestre deste ano, quando teve resultados negativos de 321 milhões de reais (62,2 milhões de euros), a Oi agravou seu prejuízo.

O resultado pode ser explicado, em parte, pelo resultado financeiro líquido negativo de 2,01 mil milhões de reais (389,3 milhões de euros).

A receita líquida total caiu 38,7% num ano, para 2,77 mil milhões de reais (536 milhões de euros). Deste montante, cerca de 2,74 mil milhões de reais (530,6 milhões de euros) vieram de operações brasileiras.  No acumulado dos nove meses, a queda foi de 25,5%.

No que toca ao EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) o valor foi positivo em 168 milhões de reais, ainda que se traduza numa queda anual de 88,5%.

O balanço da Oi no terceiro trimestre e publicado na CMVM pela Pharol refletiu impacto da venda do controlo da V.tal e da Oi Móvel. Os efeitos das operações foram sentidos até maio e março, respetivamente, o que afetou a comparação com o ano anterior. Por isso, os indicadores mostraram não apenas recuo das receitas e do EBITDA, mas também aumento do prejuízo.

A dívida líquida da Oi encolheu 38,7% em relação ao ano passado, somando agora 18,3 mil milhões de reais (3,54 mil milhões de euros), segundo os dados do terceiro trimestre.

A venda da Oi Móvel e do controle da V.tal está refletida na redução da dívida líquida, que caiu de 29,89 mil milhões de reais (5,78 mil milhões de euros) no terceiro trimestre de 2021, para 18,33 mil milhões de reais (3,54 mil milhões de euros) em setembro deste ano.

A Oi, segundo os jornais brasileiros, considera que o terceiro trimestre marcou o início do novo modelo operacional, com crescimento nas receitas num novo core, focado em fibra e na Oi Soluções (segmento de B2B).

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