Presidente cubano deixa Turquia e segue para a Rússia

Depois de visitar Recep Erdogan, Miguel Diaz-Canel viajou para Moscovo, onde se encontrou com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Mas os analistas sabem que o idílio com a União Soviética já acabou.

O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, seguiu da Turquia, onde esteve esta quarta-feira, para a Rússia, para se encontrar com o seu homólogo Vladimir Putin. Depois de inaugurarem um monumento a Fidel Castro, Putin destacou, já no Kremlin, o apoio de Moscovo à soberania de Cuba e Diaz-Canel insistiu que Havana condena as sanções contra a Rússia.

Segundo a imprensa russa, Cuba apoiar a Rússia numa série de questões, incluindo as sanções, porque Havana está sob bloqueio dos Estados Unidos desde 1960. Mas, citado pelo jornal Vedomosti, Viktor Kheifets, professor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de São Petersburgo afirmou que “é improvável que Havana apoie Moscovo inequivocamente em termos da crise ucraniana”.

Cuba mantém uma postura cautelosa baseada nas necessidades económicas que se mantém do tempo da União Soviética, mas os Estados Unidos, que gradualmente voltam à política de Barack Obama de restabelecimento das relações entre os dois países, que foi suspensa por Donald Trump, são cada vez mais importantes para a pequena ilha, disse por sua vez o vice-diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Russa de Ciências, Dmitry Rozental, ao mesmo jornal.

A Rússia presta assistência a Cuba na exploração geológica de petróleo e gás em áreas offshore. Ao mesmo tempo Cuba considera a hipótese de aderir ao sistema de pagamento Mir da Rússia, já que os bancos do país não temem as sanções externas. A medida pode ajudar a restaurar o fluxo de turistas da Rússia para Cuba após a pandemia do coronavírus, refere Kheifits ao jornal.

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