Presidente da Câmara do Funchal quer canalizar apoios para quem mais precisa e abranger mais pessoas

O autarca acrescentou “que mais importante do que dar o peixe é ensinar a pescar”, o que “obriga-nos a dar condições às pessoas para produzirem mais e melhor, e sermos mais justos com quem realmente precisa”.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, quer canalizar os apoios para quem mais precisa e por outro lado quer que esses apoios cheguem a mais pessoas.

“Que tipo de ajuda é que nós queremos dar às pessoas? Queremos continuar a ter uma sociedade assistencialista, uma sociedade subsidiodependência, ou uma sociedade em que nós vamos dar condições às pessoas para produzirem mais e melhor?”, disse Pedro Calado, na abertura do conselho geral da Cáritas portuguesa.

O autarca salientou que num país que possui “cada vez mais limitações e dificuldades” é necessário canalizar os apoios a “quem efetivamente mais precisa e alargar esses apoios a mais pessoas”.

Pedro Calado referiu que “estamos numa sociedade envelhecida, numa sociedade cuja população ativa não é suficiente, para trabalhar e aguentar a polução mais idosa”.

Face a isto o presidente da autarquia disse que é preciso ter coragem para “de uma vez por todas” reformular todo o sistema do país. “Enquanto não tivermos capacidade de atrair jovens para trabalhar, com menos horas, com melhores condições, nós não temos a capacidade de chamar jovens para serem pais e mães e construir uma sociedade justa, plena de direitos e de igualdades, mas sobretudo equilibrada”, sublinhou o autarca.

Pedro Calado acrescentou “que mais importante do que dar o peixe é ensinar a pescar”, o que “obriga-nos a dar condições às pessoas para produzirem mais e melhor, e sermos mais justos com quem realmente precisa”.

O autarca chamou a atenção para o estranho paradoxo. “A sociedade vai evoluindo, nós vamos tendo melhores condições, algum dinamismo económico, comercial, social, mais liberdade, mais democracia, toda a gente a fazer mais e melhor, e depois no final parece que existe cada vez mais dependência, cada vez mais necessidade, cada vez mais ajuda. Há que refletir e pensar onde e como é que chegamos até aqui e que caminho é que nós queremos fazer daqui para a frente”, acrescentou o presidente da Câmara do Funchal.

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