Presidente da Venezuela em visita oficial à Turquia

Recep Erdogan recebe o seu homólogo Nicolás Maduro para estreitar laços bilaterais. A Turquia faz parte do muito pouco numeroso grupo de países que mantêm relações estreitas com aquele país da América do Sul.

Turquia, Recep Tayyip Erdoğan

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan recebeu esta quarta-feira o presidente venezuelano Nicolás Maduro para discutir o desenvolvimento das relações bilaterais. “Todos os aspetos das relações Turquia-Venezuela serão revistos e as medidas para melhorar essas relações serão discutidas durante a visita”, disse o governo turco em comunicado oficial.

“Espera-se que os dois líderes troquem opiniões sobre assuntos regionais mas também globais”, acrescenta o texto. Maduro tem na Turquia um dos poucos países do mundo com quem mantém relações estreitas, depois das duras sanções impostas pelos Estados Unidos ao país sul-americano.

Desde então, a Venezuela tem tentado encontrar boas relações diplomáticas e económicas com a China, o Irão e a Rússia, sendo que a Turquia também faz parte do conjunto de países que não seguiram as regras que a Casa Branca, ao tempo de Doonald Trump, tengou impor.

Desde 2018, a Turquia aumentou as suas exportações para a Venezuela, indicam os jornais turcos a propósito da visita, incluindo alimentos. O país sul-americano, por sua vez, vendeu ouro à Turquia e, dizem algumas fontes, abastece também as reservas de petróleo turco.

No passado mês de abril, o ministro turcos dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavuşoglu, este na Venezuela, onde teve ocasião de assinar diversos acordos de âmbito económico. Petróleo, gás e turismo foram algumas das áreas contempladas. As trocas comerciais representam 850 milhões de dólares e, segundo ambos, podem com facilidade chegar aos 1,5 mil milhões anuais.

A Venezuela tem sido tradicionalmente um aliado da Rússia, e a invasão da Ucrânia não parece ter sido suficiente para mudar essas relações. Já com a China, os entendimentos passam também pela exploração e venda de petróleo. Aliás, à época de Trump, os Estados Unidos queixaram-se várias vezes do facto de a China manter esse comércio com a Venezuela – o que no final do seu mandato contribuiu para a criação de um clima de forte suspeição entre Washington e Pequim.

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