Presidente da CCDR-N alerta que “Norte não pode ser esquecido” pela TAP

“Por ser a mais populosa região portuguesa, pela vocação internacional da sua economia, pela importância para o turismo e pela dimensão da nossa diáspora”, justificou António Cunha, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) alertou esta quarta-feira que “o Norte não pode ser esquecido pela TAP”, apelando que a reestruturação da transportadora “reconheça a importância estratégica” da região.

“Por ser a mais populosa região portuguesa, pela vocação internacional da sua economia, pela importância para o turismo e pela dimensão da nossa diáspora, o Norte não pode ser esquecido pela TAP, enquanto companhia de bandeira nacional”, escreveu na sua conta pessoal da rede social Twitter António Cunha, também presidente da euro-região Galiza-Norte de Portugal.

O responsável salienta ainda a importância do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, afirmando que “é uma infraestrutura que serve, aliás, todo o noroeste peninsular, sendo também uma importante porta de entrada para a Euro-Região Galiza–Norte de Portugal”.

No mesmo comentário, António Cunha defende que “importa que a reestruturação da TAP reconheça a importância estratégica do Norte e valorize na operação da companhia o Aeroporto Francisco Sá Carneiro como plataforma-chave no desenvolvimento nacional”.

Na terça-feira, a Comissão Europeia aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros.

O referido plano “estabelece um pacote de medidas para racionalizar as operações da TAP e reduzir os custos”, nomeadamente a divisão de atividades entre, por um lado as da TAP Air Portugal e da Portugalia (que serão apoiadas e reestruturadas), e por outro a alienação de “ativos não essenciais” como filiais em atividades adjacentes de manutenção (no Brasil) e restauração e assistência em terra (que é prestada pela Groundforce)”.

Além disso, a TAP ficará “proibida de quaisquer aquisições” e reduzirá a sua frota “até ao final do plano de reestruturação, racionalizando a sua rede e ajustando-se às últimas previsões que estimam que a procura não irá aumentar antes de 2023 devido à pandemia”, ressalva a instituição.

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