Presidente do PPE diz que há critérios definidos para cooperação com partidos mais à direita

O Presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber, rejeitou hoje críticas sobre cooperação de partidos deste espetro político com partidos de extrema-direita para a formação de governos, traçando os critérios que têm de ser respeitados.

Os critérios são ser “pró-europeu, pró-Ucrânia e pró Estado de direito”, afirmou Weber num discurso na Assembleia Política do PPE, que decorre hoje e sexta-feira em Lisboa.

“Tivemos alguns debates sobre se é aceitável, por exemplo, que Ulf Christensen (novo primeiro-ministro), na Suécia, trabalhe em conjunto com os Democratas Suecos”, partido de extrema-direita que apoia o Governo no Parlamento, referiu.

“Houve algumas discussões sobre este assunto, e digo-vos que discutimos esta questão entre os líderes da família do PPE”, onde há vozes mais conservadoras sobre o que é e não é possível.

“Onde está a linha vermelha que não atravessamos?”, é no cumprimento “claro” e “sem dúvida” desses três critérios, sublinhou.

Sobre o apoio à Ucrânia, “neste momento da história, não há uma zona cinzenta. Só há preto e branco” e é preciso estar “no lado certo da história”, frisou o Presidente do PPE.

“Vamos ser firmes nestes três critérios e lutar para derrotar os que não o são”, pediu, num discurso em que se mostrou otimista sobre muitos dos atos eleitorais que vão acontecer este ano e o próximo na Europa, dirigindo-se, por exemplo, ao líder do Partido Popular (PP) espanhol, Alberto Núñez Feijóo, como “o próximo primeiro-ministro de Espanha”.

Ainda sobre a guerra na Ucrânia, Manfred Weber disse que “está nas mentes” dos membros PPE e pediu aplausos para um deputado ucraniano convidado.

“A vossa luta é a nossa luta, é esta a nossa mensagem, (…) só podemos mostrar respeito, pela vossa luta que é também a defesa dos nossos valores”, disse.

A libertação de Kherson, a cidade ucraniana de onde as tropas russas retiraram e que foi recuperada pela Ucrânia, mostra que “é possível vencer” e termos militares, considerou Weber.

Mas alertou que falta vencer os desafios da energia e da inflação, “as maiores preocupações dos cidadãos europeus” e que a Europa precisa de “formar um mercado de energia europeu”.

“Já tivemos um verão perdido. O risco está aqui. Temos de tentar o nosso melhor”, pediu.

O Partido Popular Europeu (PPE) reúne os eurodeputados dos partidos de centro-direita no Parlamento Europeu, fazendo parte desse grupo o PSD e o CDS-PP, e a sua Assembleia Política decorre hoje e sexta-feira em Lisboa.

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