Presidente do SNPVAC demite-se em desacordo com saída da plataforma sindical da TAP

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) apresentou hoje demissão por desacordo com a restante direção quanto ao abandono da plataforma sindical da TAP. Numa carta enviada aos associados, a que a Lusa teve acesso, Rui de Carvalho informa que discordou da saída da plataforma sindical da companhia aérea, […]

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) apresentou hoje demissão por desacordo com a restante direção quanto ao abandono da plataforma sindical da TAP.

Numa carta enviada aos associados, a que a Lusa teve acesso, Rui de Carvalho informa que discordou da saída da plataforma sindical da companhia aérea, uma decisão hoje anunciada pelo sindicato que representa o pessoal de cabine.

De acordo com o que foi hoje anunciado pelo sindicato, o abandono da plataforma sindical deu-se por considerarem que o memorando enviado ao Governo pela plataforma da qual faziam parte, que agenda uma greve entre os dias 27 e 30 de dezembro, pela forma como está escrito “abre a porta a uma privatização” da transportadora. “A privatização deve ser parada e não suspensa”, explicou também hoje o dirigente Nuno Fonseca, do sindicato, em declarações à Lusa.

No entanto, o presidente demissionário afirma na carta hoje divulgada que esta decisão foi tomada pela restante direção em desacordo com ele próprio. “A direção do SNPVAC, em desacordo comigo, seu presidente, não concordou com o teor do memorando, nem com qualquer abertura negocial que não incluísse uma suspensão, pura e simples, do processo de privatização do Grupo TAP, razão pela qual decidiu colegialmente retirar-se da Plataforma Sindical e não subscrever o memorando enviado à tutela.”

Rui de Carvalho acrescenta que considera que o direito à greve “não é uma arma de arremesso política e o seu fundamento, de natureza excecional, circunscreve-se à defesa” dos direitos dos trabalhadores.

Afirma ainda que apesar de discordar do modelo adotado para a privatização da companhia aérea, o seu mandato “estava focado na defesa dos direitos do pessoal de voo”.

“Julgo também que tal defesa seria tanto mais eficaz quanto mais participação tivesse o SNPVAC na elaboração do caderno de encargos do processo de privatização, aí elencando o máximo de cláusulas de defesa dos nossos direitos, em conjunto com os demais sindicatos”, sublinha, acrescentando que isso não significa que concorde com a alienação da companhia aérea.

O SNPVAC, apesar de ter anunciado hoje o abandono da plataforma constituída originalmente por 11 sindicatos ligados à TAP, mantém a convocação de uma greve para o período de 27 a 30 de dezembro.

OJE/Lusa

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