Presidente do supervisor dos combustíveis sai a meio do mandato

O gestor tinha sido reconduzido no cargo para novo mandato de três anos em 2021.

Filipe Meirinho deixou a presidência da Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE). Depois de seis anos na liderança do supervisor do sector dos combustíveis e do gestor das reservas estratégicas nacionais de petróleo,  apresentou a sua demissão à tutela e sai do cargo a 30 de abril.

“Depois de 6 anos como presidente, decidi seguir outro caminho e já comuniquei ao acionista Estado”, disse Filipe Meirinho ao JE. “Apresentei a demissão ao final de seis anos. A minha saída é por razões estritamente pessoais”.

O gestor tinha sido nomeado para um novo mandato de três anos em abril de 2021 pelo então ministro do Ambiente João Pedro Matos Fernandes.

Quadro da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o gestor garante que vai-se apresentar no seu lugar de origem no início de maio.

Questionado sobre o balanço que faz sobre a sua passagem pelo cargo, Filipe Meirinho rejeitou: “Cabe ao acionista Estado dizer se ficou satisfeito ou não. Se dissesse que estaria contente com o que fiz, estaria a ser parcial”, rematou.

“Não há sururu qualquer”, disse, rejeitando qualquer polémica em relação à sua saída. “Saio depois de seis anos… é tempo mais que suficiente para procurar outro caminho, foi muito bom”.

Licenciado em Direito, Filipe Meirinho assumiu a liderança da ENMC/ENSE em dezembro de 2016. Antes, tinha ocupado vários cargos na ASAE.

A ENSE nasceu em 2018 com a missão de supervisão e fiscalização do sector dos combustíveis. Ao mesmo tempo, herdou várias competências da extinta ENMC, como as reservas estratégicas de combustíveis. Na mesma altura, o regulador ERSE ganhou novas competências na monitorização do mercado e regulação dos produtos petrolíferos.

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