Presidente timorense compromete Estado a melhorar condições em Ataúro

O Presidente da República timorense comprometeu hoje o Estado a trabalhar para melhorar as condições de vida da população da ilha de Ataúro e, especialmente, combater a subnutrição infantil.

“O Estado e o Governo têm empenho e compromisso de combater a subnutrição em Ataúro, garantir que as crianças comem o suficiente para poder estudar”, disse José Ramos-Horta.

“Esta semana o Governo vai realizar aqui um Conselho de Ministros. É uma grande oportunidade para se falar dos problemas de Ataúro, mas, mais que isso para encontrar solução. Há alguns desafios, mas agora Ataúro é município e tem orçamento para se desenvolver”, afirmou.

José Ramos-Horta falava num campo de futebol em Vila Maumeta, capital de Ataúro na cerimónia de abertura do Festival de Música e Cultura em Ataúro, que decorre na pequena ilha a norte de Díli até quarta-feira.

“Ataúro é um grande polo de atração turístico, mas temos que garantir que o povo de Ataúro tem melhores condições, que se preserva o mar, que se evita o lixo. Ataúro tem que ser modelo ambiental para o país”, disse.

Intervindo na mesma ocasião, Domingos Soares, administrador do município de Ataúro – que nasceu oficialmente em janeiro – deu as boas-vindas a todos os convidados de vários países e declarou o “orgulho” de acolher o festival que decorre até quinta-feira.

“É o maior evento realizado em Ataúro. É uma oportunidade para mostrar o nosso município que nasceu em janeiro. Agradecemos ao Estado a vontade política de avançar com transformação de Ataúro em município”, recordou.

“Esta é uma oportunidade de podermos trabalhar para o desenvolvimento da ilha de Ataúro. Esperemos que melhore a nossa realidade para consolidar Ataúro como destino turístico, dando a conhecer Ataúro ao mundo”, disse.

Azevedo Marçal, chefe de gabinete do primeiro-ministro e responsável da Comissão Organizadora do festival destacou a importância do festival para ajudar a promover a identidade, cultura e turismo do novo município de Ataúro.

“Este festival quer ajudar também a reforçar a criatividade artística e cultural dos jovens, dar a conhecer a identidade e cultura às novas gerações e mostrar todas as diferenças e variações da nossa identidade, promovendo a economia e o turismo”, afirmou.

“Ao mesmo tempo quer reforçar a unidade nacional e promover paz e estabilidade”, explicou.

Marçal disse que entre 2.500 e 3.000 pessoas estão envolvidas no festival, incluindo participantes nas várias atividades e nos quatro concursos e quatro competições, entre desporto e cultura.

Os discursos marcaram a parte formal do arranque do Festival.

Antes, uma por uma, entraram no recinto as delegações de cada um dos 13 municípios timorenses e da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), cada uma liderada por um embaixador acreditado em Díli.

Um por um, com trajes tradicionais de cada uma das regiões do país, os diplomatas fizeram depois uma curta apresentação, em tétum, para dar a conhecer alguns dos aspetos dos municípios.

Sons, cores e trajes tradicionais de todas as zonas do país que nos próximos dias estarão no palco do recinto principal do festival para dar a conhecer música e danças tradicionais.

O palco foi montado num campo de futebol junto ao mar, com uma tribuna elevada, para os VIP, e espaços laterais para os jornalistas, a mal deixarem que a população conseguisse ver o arranque do festival.

Concertos, concursos de música, pintura e poesia, uma feira do livro, competições de BMX, de natação no mar, uma corrida de barcos tradicionais e um “desafio de aventura”.

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