Presidentes dos Estados Unidos e da China reúnem-se hoje em Bali (com áudio)

O encontro entre os dois líderes internacionais, que anteriormente só se tinham reunido por videoconferência, decorrerá antes da cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), marcada para terça e quarta-feira (15 e 16 de novembro) na Indonésia, que está atualmente na presidência do bloco.

Os Presidentes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, respetivamente, vão reunir-se hoje na ilha indonésia de Bali, naquele que será o seu primeiro encontro presencial.

O encontro entre os dois líderes internacionais, que anteriormente só se tinham reunido por videoconferência, decorrerá antes da cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), marcada para terça e quarta-feira (15 e 16 de novembro) na Indonésia, que está atualmente na presidência do bloco.

Biden e Xi vão discutir “esforços para manter e aprofundar as linhas de comunicação” entre os dois países e para “gerir responsavelmente a concorrência bilateral”, disse, na quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, num comunicado.

Os dois líderes também vão “trabalhar em conjunto onde os nossos interesses se alinham, especialmente nos desafios transnacionais que afetam a comunidade internacional”, afirmou a mesma fonte.

Biden e Xi “irão também discutir uma série de questões regionais e globais”, como a guerra na Ucrânia e a Coreia do Norte, apontou a porta-voz.

Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, na quarta-feira, quando ainda não havia confirmação do encontro, Biden disse que não fará concessões a Xi e que os Estados Unidos não procuram conflito com o gigante asiático, mas sim competição.

“Quando falarmos, quero estabelecer o que são as linhas vermelhas para cada um de nós”, disse Biden.

“Quero compreender o que ele [Xi] pensa que faz parte dos interesses nacionais da China e determinar se isso entra, ou não, em conflito com o que sei que faz parte dos interesses fundamentais dos Estados Unidos”, acrescentou.

As tensões entre Washington e Pequim aumentaram nos últimos meses, na sequência de uma viagem a Taiwan da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, em agosto.

Pequim respondeu à visita com um aumento dos exercícios militares próximo de Taiwan, que reclama como parte integrante do território da China.

Biden admitiu, na quarta-feira, que Taiwan fará provavelmente parte das conversações com o líder chinês.

Antecipou ainda que irão discutir outras questões como o tratamento dado por Pequim aos seus vizinhos e o “comércio justo”, já que Biden manteve algumas das tarifas que o seu antecessor, Donald Trump (2017-2021), impôs à China no início da guerra comercial entre os dois países em 2018.

Washington e Pequim preparam-se há meses para a reunião, que será o primeiro encontro presencial desde que Biden chegou à Casa Branca, em janeiro de 2021.

Os dois líderes falaram cinco vezes por telefone nos últimos 20 meses.

Biden e Xi partilham uma longa relação pessoal, já que se conheceram há mais de uma década, quando eram vice-presidentes dos seus países e partilharam múltiplas viagens, reuniões e jantares.

Do lado de Pequim, a diplomacia chinesa confirmou, na sexta-feira, o encontro entre Joe Biden e Xi Jinping.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês também avançou na mesma altura que Xi irá reunir-se, igualmente à margem da cimeira do G20, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e com os líderes argentino e senegalês, Alberto Fernández e Macky Sall, respetivamente.

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