Presidentes e primeiros-ministros em falta. Davos aposta nos CEO (com áudio)

O chanceler alemão Olaf Schulz é o único líder do G7 a marcar presença no Fórum de Davos deste ano. Evento espera atingir um novo valor recorde da presença de CEOs.

Davos 2020 | DR

O Fórum de Davos é conhecido pelas discussões económicas e políticas que se desenrolam para discutir o futuro do mundo. Este ano o foco da reunião tem sido a possibilidade de uma recessão económica, depois de a guerra da Ucrânia ter levado ao aumento da inflação.

Este ano, o fórum vai contar com 52 líderes governamentais mundiais mas muitos presidentes e primeiros-ministros estão ausentes das conversas que definem o futuro. Entre os principais nomes que surgem, de acordo com o “Politico”, são Joe Biden, Xi Jinping e Vladimir Putin, presidentes dos Estados Unidos, China e Rússia, respetivamente.

O chanceler alemão Olaf Schulz é o único líder do G7 a marcar presença no Fórum de Davos deste ano, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se deslocou aos Alpes suíços.

Entre os “desaparecidos” encontram-se Emmanuel Macron, presidente francês, Rishi Sunak, o novo primeiro-ministro britânico, e Lula da Silva, recém-empossado presidente do Brasil.

Mas se este ano, primeiros-ministros, presidentes e elite estão ausentes de um dos maiores eventos do mesmo, o mesmo não se pode dizer dos diretores-executivos de grandes empresas, os chamados CEOs.

Só este ano, o Fórum de Davos deve contar com a presença de mais de mil CEOs, sendo que cerca de 80 vão participar no evento pela primeira vez. No total, existem 2.700 participantes no Fórum Económico e o evento estima ultrapassar o recorde de 600 CEO atingido em 2020.

Se em anos anteriores, a conversa em Davos se focou nas alterações climáticas, este ano fala-se muito da situação económica. Por isso mesmo, as presenças atuais divergem das anteriores e isso nota-se com a presença da Rainha Máxima dos Países Baixos, comissária da inclusão financeira das Nações Unidas, e a ausência do Príncipe William, do Reino Unido, como apologista do clima.

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