Prestação de crédito à habitação em queda pelo 5º ano consecutivo

As prestações que os clientes pagam aos bancos por empréstimos à habitação estão a cair há cinco anos consecutivos para os contratos indexados à Euribor a seis meses

De acordo com as simulações que a Deco/Dinheiro&Direitos faz para a Lusa todos os meses, em 2011, a prestação que um cliente bancário pagou em dezembro por um empréstimo indexado à Euribor a seis meses foi maior no final desse ano (em mais de 35 euros).

Desde então – nos anos de 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 – o valor pago ao banco tem vindo sempre a baixar.

Relativamente a dezembro deste ano, um cliente com um empréstimo à habitação no valor de 150 mil euros a 30 anos indexado à Euribor a seis meses com um ‘spread’ (margem comercial do banco) de 1%, vai passar a pagar 467,79 euros por mês, o que representa menos 13,64 euros face aos 481,43 euros que o mesmo cliente pagava dezembro do ano passado.

Em 2015 já se verificou uma redução na prestação de 13,67 euros ao longo do ano, em 2014 registou uma descida de 10,22 euros e em 2013 a prestação caiu apenas 2,34 euros. Mas o ano em que houve uma redução mais drástica nesta simulação foi 2012, com a diferença entre a prestação que pagava no início e o fim do ano a ser superior a 100 euros.

Contudo, se a simulação for feita nas mesmas condições (empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com ‘spread’ de 1%) mas com o indexante a ser a Euribor a três meses, as prestações caem só há três anos consecutivos.

Neste caso, usando novamente a simulação e cálculos da Deco/Dinheiro&Direitos, as prestações bancárias caíram em 2011 e 2012 (cerca de 35 e 95 euros, respetivamente), mas em 2013 a prestação da casa subiu uns ligeiros dois euros, para depois voltar a cair em 2014 (9,90 euros), 2015 (11,64 euros) e 2016 (15,22 euros).

Esta queda das prestações da casa nos últimos anos deve-se a uma significativa redução das taxas Euribor, que desde há mais de um ano negoceiam mesmo em valores negativos históricos.

Em novembro, a média mensal da taxa Euribor a seis meses foi de -0,215% e a três meses de -0,313%.

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