Previsões de Bruxelas apontam para austeridade de 1.800 milhões de euros em 2017

De acordo com as previsões de Bruxelas, num cenário de políticas invariantes – ou seja, sem novas medidas de austeridade -, o défice estrutural de Portugal – que desconta o efeito do ciclo económico – vai agravar-se em 0,3% do PIB no próximo ano.

Marcos Borga/Reuters

O Governo ter-se-á comprometido com um ajustamento na ordem dos 1.100 milhões de euros para o próximo ano, segundo avançou o “Jornal de Negócios”.

No entanto, se a Comissão Europeia mantiver as previsões que apresentou na primavera – e que manteve no relatório da quarta avaliação pós-programa, apresentado em setembro -, pode vir a exigir um pouco mais a Lisboa.

É que, de acordo com as previsões de Bruxelas, num cenário de políticas invariantes – ou seja, sem novas medidas de austeridade -, o défice estrutural de Portugal – que desconta o efeito do ciclo económico – vai agravar-se em 0,3% do PIB no próximo ano. Ou seja, cerca de 650 milhões de euros, de acordo com o PIB nominal previsto para este ano.

Ora, os compromissos europeus exigem que o saldo estrutural melhore 0,6% do PIB – 1.100 milhões de euros – em 2017, o que implicaria somar esses 0,6 pontos percentuais aos 0,3 de degradação previstos. Um total de 1.750 milhões de euros.

Um exercício teórico e que depende das previsões de cada instituição e do que a realidade vier depois a demonstrar. Mas que pode deixar antever algumas dificuldades da negociação do Orçamento com o executivo comunitário.

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