Previsões para M&A no setor da energia em 2021

Com base no mais recente relatório publicado pela Mergermarket, fornecedor de dados e inteligência no que respeita a fusões e aquisições (M&A), até 16 de novembro 2020, Portugal registou 60 transações com um valor total de €8,8 mil milhões, o que indicia caminharmos para o ano com o menor número de transações desde 2016, depois da queda significativa registada no segundo trimestre de 2020, pelos motivos que todos conhecemos.

Com base no mais recente relatório publicado pela Mergermarket, fornecedor de dados e inteligência no que respeita a fusões e aquisições (M&A), até 16 de novembro 2020, Portugal registou 60 transações com um valor total de €8,8 mil milhões, o que indicia caminharmos para o ano com o menor número de transações desde 2016, depois da queda significativa registada no segundo trimestre de 2020, pelos motivos que todos conhecemos. No entanto, em termos de valor, 2020 é já o melhor ano desde 2014, apresentando um aumento de 26,1% vs. 2019, com um número significativo de grandes transações anunciadas, como a aquisição da Brisa (com um valor total de €4,1 mil milhões) ou da Galp Gás Natural Distribuição (valor de €1,1 mil milhões).

O mesmo relatório indica ainda um aumento de 92% vs. 2019 no valor das transações no sector de energia, um sector que tem registado nos últimos anos uma enorme atividade transacional (especialmente na área das energias renováveis) no contexto da transição para uma economia neutra em carbono. Adicionalmente, no contexto da pandemia, os investidores mostraram-se mais cautelosos e com particular interesse em sectores estáveis e com maior previsibilidade de cash flows.

Durante 2020 observamos algumas das maiores transações registadas em Portugal no sector da energia onde se incluem:
• Aquisição da Galp Gás Natural Distribuição SA (75,01%) pela Allianz Capital Partners GmbH (Outubro 2020);
• Aquisição da Prio Energy SGPS SA pela Disa Corporacion Petrolifera SA (agosto 2020);
• Aquisição de dois portefólios de ativos fotovoltaicos pela Finerge à Glennmont Partners e Luxbon Solar SA (no total de 46,7MW, março e setembro 2020);
• Aquisição da Iberwind pela Ventient Energy (731MW, agosto 2020);

As energias renováveis em particular deverão continuar em alta, considerando o atual contexto de transição energética e de descarbonização. As energias fotovoltaicas são o “novo rei” das renováveis, com custos que têm vindo a reduzir nos últimos anos. O record mundial mínimo num leilão foi registado em Portugal em agosto 2020, com €11,14/MWh (oferecido pela alemã Enerland). No mais recente documento publicado pela EY sobre a atratividade dos países no que respeita a energias renováveis, “EY Renewable Energy Country Attractiveness Index” (novembro 2020), Portugal ocupa atualmente o 22º lugar, subindo 5 lugares face ao ano anterior, mencionando que as medidas no sector da energia renovável são de maior importância na ambição de atingir, até 2030, a meta mínima de 80% de energia renovável instalada.

É expectável que o investimento estrangeiro continue a ser um catalisador do mercado transacional português e que os grandes players do sector continuem com os seus planos de rotação de ativos. Na medida em que se espera que os países consigam sair da atual pandemia em 2021, os investimentos em energia verde poderão então estimular ainda mais as várias economias do mundo. Como resultado, é previsto que o crescimento da atividade de M&A neste sector se mantenha em 2021.

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