‘Prime rate’ moçambicana continua a 20,6% em outubro

A taxa calculada mensalmente pela AMB e Banco de Moçambique (BM) tem por base um indexante único (calculado pelo banco central) fixado em 15,3% e um prémio de custo de 5,3% (definido pela AMB), ambos inalterados.

A taxa de juro de referência (‘prime rate’) para as operações de crédito em Moçambique vai manter-se em 20,6% em outubro, quinto mês consecutivo com o mesmo valor, anunciou hoje a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A taxa calculada mensalmente pela AMB e Banco de Moçambique (BM) tem por base um indexante único (calculado pelo banco central) fixado em 15,3% e um prémio de custo de 5,3% (definido pela AMB), ambos inalterados.

Em maio a ‘prime rate’ tinha subido 50 pontos base e em junho cresceu 150, para o valor atual.

Os aumentos estiveram associados à subida da taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, por forma a controlar a inflação.

A inflação homóloga em Moçambique foi de 12,1% em agosto, o valor mais alto dos últimos quatro anos e onze meses, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A alimentação, bebidas não alcoólicas e transportes têm sido os bens e serviços que mais contribuem para o aumento de preços em Moçambique.

A criação da ‘prime rate’ foi acordada em 2017 entre o banco central e a AMB para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro.

Na altura, foi lançada com um valor de 27,75% e desceu 715 pontos base desde então.

O objetivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicam os promotores.

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