Primeira-ministra da Nova Zelândia renuncia ao cargo. Eleições marcadas para outubro

A primeira-ministra neo-zelandesa apontou que os cinco anos e meio que esteve no cargo foram complicados e que agora se precisava de afastar. 

Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou que vai renunciar à posição que ocupa atualmente, armando que “não tem mais gás no tanque” para continuar a conduzir o país. Ardern abandona a condução da Nova Zelândia no início de fevereiro e já marcou eleições para o final do ano.

“Este verão, esperei procurar uma forma de me preparar não só para mais um ano mas outro mandato – porque este ano assim o precisava. Mas não fui capaz de o fazer”, apontou Jacinda Ardern, na conferência de imprensa em que anunciou a sua saída.

A primeira-ministra neo-zelandesa apontou que os cinco anos e meio que esteve no cargo foram complicados e que agora se precisava de afastar.

“Sei que vão procurar as ‘verdadeiras’ razões para este abandono… Mas o único ângulo interessante que vão encontrar aqui é que, depois de seis anos de grandes desafios, sou apenas humana”, disse Ardern aos jornalistas.

Deixando o cargo a 7 de fevereiro, o Partido Trabalhista vai já eleger o novo líder partidário e primeiro-ministro no domingo. Assim, este eleito irá ocupar o cargo de primeiro-ministro até 14 de outubro, data em que se realizam as novas eleições.

De recordar que Jacinda Ardern se tornou primeira-ministra em agosto de 2017, sendo a pessoa mais jovem da história do país a conquistar o cargo.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

Bolsa da Turquia suspensa pela primeira vez em 24 anos

O sismo que atingiu İzmit, a 90 quilómetros de Istambul, em 1999, levou ao encerramento da bolsa turca durante uma semana.

Lula da Silva investe contra Banco Central do Brasil e diz que a sua independência é “bobagem”

Presidente brasileiro tem vindo a criticar o Banco Central por manter a taxa de juro nos 13,75%, apesar de a inflação estar abaixo dos 6%. Desde 2021 que a instituição está blindada do poder político, mantendo a sua independência face a Brasília.
Comentários