Primeiras autorizações de residência na UE atingiram em 2021 os níveis pré-pandemia

As dez principais cidadanias com autorizações de primeira residência na UE — Ucrânia,  Marrocos, Bielorrússia, Índia, Rússia, Brasil, Turquia, China (incluindo Hong Kong), Síria e EUA — representaram 57% de todas as primeiras autorizações de residência emitidas em 2021.

Em 2021, quase três milhões (2.952.300) primeiras autorizações de residência foram emitidas na União Europeia (UE) para cidadãos de países terceiros, o que representa um aumento de 31% face a 2020, atingindo o nível pré-pandemia observado em 2019 (2.955.300), segundo o Eurostat.

As autorizações de primeira residência emitidas por motivos relacionados com o emprego atingiram um recorde de 1,3 milhões, representando 45% de todas as que foram emitidas em 2021 e um aumento de 47% face a 2020.

Os motivos familiares representaram 24%, os motivos educacionais, 12%, enquanto outros motivos, incluindo proteção internacional, totalizaram 19%. Todos registaram um aumento face a 2020: mais 105.000 (ou 42%) por motivos relacionados com a educação, 88.600 (14%) por motivos familiares e 71.000 (15%) por outros motivos, incluindo proteção internacional.

No ano passado, a Polónia emitiu um terço de todas as primeiras autorizações de residência concedidas na UE a cidadãos não comunitários (33% do total de autorizações emitidas na UE), seguida pela Espanha (13%) e França (10%).

A Polónia liderou a lista de primeiras autorizações de residência relacionadas com emprego, com 790.100 autorizações emitidas em 2021, representando 27% do total das primeiras autorizações emitidas na UE, enquanto a França emitiu a maioria das autorizações relacionadas com a educação (90.600 autorizações, ou 3%). A Espanha foi líder de emissão de autorizações por motivos familiares (159.200, ou 5%), seguida da Itália (120.500, ou 4%) e França (93.300, ou 3%). “A Polónia foi também o principal país da UE a emitir autorizações de residência por outros motivos, com 120 500 autorizações (4%) emitidas em 2021”, indica o comunicado.

As dez principais cidadanias com autorizações de primeira residência na UE — Ucrânia,  Marrocos, Bielorrússia, Índia, Rússia, Brasil, Turquia, China (incluindo Hong Kong), Síria e EUA — representaram 57% de todas as primeiras autorizações de residência emitidas em 2021.

Quase 900 mil ucranianos receberam as primeiras autorizações de residência nos países da UE em 2021, tornando-os o maior grupo de cidadania entre todos os destinatários (dos quais 83% foram emitidos pela Polónia). Seguiram-se os cidadãos de Marrocos (150.100 autorizações, das quais 50% foram emitidas em Espanha) e da Bielorrússia (149 000, das quais 88% foram emitidas na Polónia). Os cidadãos desses países representaram 40% de todas as primeiras autorizações de residência emitidas em 2021.

“O emprego foi o principal motivo das autorizações emitidas para ucranianos (88% de todas as primeiras autorizações de residência), bielorrussos (47%), indianos (41%) e russos (35%). A família foi o motivo predominante para as licenças concedidas a marroquinos (59%), brasileiros (41%) e turcos (33%) e as licenças para educação foram emitidas principalmente para chineses (43%) e americanos (32%). Outros motivos foram predominantes para os sírios (74%)”, indica a nota.

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