Primeiro Airport Risk Index foi apresentado em Lisboa

Apresentado a executivos de diversos aeroportos mundiais na conferência anual da Airport Risk Community (ARC) da WTW, realizada em Lisboa, o índice compara 110 dos aeroportos mais movimentados do mundo por volume de passageiros, contra 19 ameaças identificadas.

YouTube

A WTW – Willis Towers Watson e o Centro de Estudos de Risco da Universidade de Cambridge revelaram esta quinta-feira o primeiro Airport Risk Index (ARI – Índice de Risco Aeroportuário) no qual, pela primeira vez, os aeroportos de todo o mundo serão capazes de introduzir novos métodos de definição de perfis de risco para desafiar no futuro o seu planeamento de resiliência.

Apresentado a executivos de diversos aeroportos mundiais na conferência anual da Airport Risk Community (ARC) da WTW, realizada em Lisboa, o índice compara 110 dos aeroportos mais movimentados do mundo por volume de passageiros, contra 19 ameaças identificadas.

“O índice oferece aos aeroportos a capacidade de questionar os seus pressupostos atuais e futuros sobre a exposição ao risco. Combina análises históricas e preditivas para determinar os níveis de probabilidade e impacto da disrupção operacional na rentabilidade de um aeroporto”, lê-se no comunicado.

Nuno Arruda, Head of Portugal da WTW Portugal afirmou na nota que “um dos grandes objetivos da WTW é munir os clientes de ferramentas que lhes permitam tomar melhores decisões, dando-lhes perspetivas baseadas numa análise de dados eficiente e consequente”.

“A solução apresentada em Lisboa é mais um excelente exemplo do potencial das parcerias que estabelecemos com a comunidade científica e académica como fontes de valor para os nossos clientes e sociedade em geral”, salientou o responsável pelo mercado português.

Em última análise, com o Airport Risk Index, os aeroportos poderão assegurar aos governos, reguladores, investidores, seguradoras e parceiros comerciais que têm uma compreensão renovada dos seus riscos e das estratégias de mitigação necessárias, refere o documento.

Para John Rooley, CEO da Global Aerospace, o valor deste ARI que está “em linha com a estratégia baseada em dados da WTW, estamos a impulsionar a mudança em todo o ecossistema da aviação. Este Índice vai proporcionar novas perspetivas e desafiar a forma como a indústria mede e gere o risco”.

O Diretor de Investigação de Risco Sistémico do Centro de Estudos de Risco, da Cambridge Judge Business School, Trevor Maynard, apoiou este ponto de vista, dizendo que “o Centro de Estudos de Risco da Cambridge Judge Business School e a WTW colaboraram na criação deste índice, que capacitará os líderes do mundo da aviação a informar sobre a resiliência ao risco através de conhecimentos orientados por dados.”

Já Hélène Galy, Diretora da Research Network da WTW, salientou o valor das parcerias baseadas na ciência que estão no cerne do ARI. “A melhor forma de compreender o risco e promover a resiliência é através do trabalho em parceria e abraçando o talento de pessoas de todo o mundo. É aqui que o nosso investimento a longo prazo, em parcerias de investigação, se revela inestimável, trazendo a ciência mais recente até aos nossos clientes”, acrescenta.

 

Recomendadas

Entregas ao domicílio da IKEA serão totalmente elétricas até 2025, diz CEO

A meta para 2030 é ser uma empresa positiva para o clima, isto é, reduzir mais gases de efeito estufa do que aqueles que são emitidos por toda a sua cadeia de valor.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta segunda-feira.

Worten cria laboratório de logística no campus do Taguspark do Técnico

A parceria centra-se na área da gestão industrial e de logística, que ainda não tinha sido explorada pela rede de parceiros do Técnico e prevê o desenvolvimento de várias iniciativas conjuntas, entre as quais o laboratório de logística.
Comentários