Primeiro-ministro britânico e secretário geral da NATO discutem futuro da Aliança (com áudio)

Num comunicado, o gabinete de Sunak avançou que os dois vão discutir a atualização em curso à chamada ‘Revisão Integrada’, o documento que estabelece a estratégia britânica para a segurança, defesa, cooperação e política externa. 

O futuro da Aliança Atlântica e o papel do Reino Unido vão ser discutidos na visita do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, ao primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, em Londres na quarta-feira.

O país, que é o maior contribuinte europeu da NATO e o segundo maior depois dos EUA, tem defendido mais investimento dos aliados para a organização poder modernizar os seus meios militares.

Num comunicado, o gabinete de Sunak avançou que os dois vão discutir a atualização em curso à chamada ‘Revisão Integrada’, o documento que estabelece a estratégia britânica para a segurança, defesa, cooperação e política externa.

A Revisão Integrada foi publicada no ano passado como uma visão para o posicionamento internacional do Reino Unido no pós-Brexit.

Na altura, o então primeiro-ministro Boris Johnson prometeu “o maior programa de investimento na defesa britânica desde o fim da Guerra Fria”, incluindo o reforço da participação na NATO.

A sucessora, Liz Truss, comprometeu-se a aumentar de 2% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) a contribuição para a Defesa até 2028.

Porém, esta meta poderá ser comprometida pelos cortes na despesa pública previstos para o orçamento que vai ser apresentado em 17 de novembro.

“Estou determinado em que o Reino Unido seja a base da NATO durante gerações. Mas, para responder aos desafios futuros, temos de evoluir como uma Aliança para enfrentar e permanecer à frente da ameaça dos nossos adversários”, afirmou Sunak, num comunicado.

O primeiro-ministro britânico avisou ainda que, com a guerra na Ucrânia em curso, “não devemos assumir a paz em casa como um dado adquirido”.

Antes do encontro na residência oficial de Sunak em Downing Street, Stoltenberg vai visitar as tropas ucranianas que estão a ser treinadas pelo Reino Unido na base militar de Lydd, no sudeste de Inglaterra, no âmbito da chamada Operação Interflex.

A visita será aproveitada para o anúncio do envio de mais equipamento, nomeadamente milhares de peças de roupa e tendas aquecidas para ajudar as tropas ucranianas no combate aos invasores russos durante o Inverno.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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