Primeiro-ministro canadiano faz visita surpresa a Irpin, na Ucrânia

“[Trudeau] Veio a Irpin para ver com os seus próprios olhos todos os horrores que os ocupantes russos fizeram à nossa cidade”, escreveu o presidente da câmara, Oleksandr Markushin, na plataforma Telegram, onde partilhou fotos do chefe do Governo canadiano.

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, fez hoje uma visita surpresa à cidade ucraniana de Irpin, palco de combates entre soldados da Ucrânia e da Rússia, segundo um autarca local.

“[Trudeau] Veio a Irpin para ver com os seus próprios olhos todos os horrores que os ocupantes russos fizeram à nossa cidade”, escreveu o presidente da câmara, Oleksandr Markushin, na plataforma Telegram, onde partilhou fotos do chefe do Governo canadiano.

A visita de Justin Trudeau à Ucrânia não tinha sido anunciada.

“O primeiro-ministro está na Ucrânia para se encontrar o com o Presidente [ucraniano, Volodymyr] Zelensky e reafirmar o nosso apoio inabalável ao povo ucraniano”, afirmou o seu gabinete, citado pela agência France-Presse (AFP).

Markushin disse ter “agradecido sinceramente” ao primeiro-ministro canadiano pelo “apoio do Canadá à Ucrânia”.

“Acreditamos na cooperação contínua entre os nossos países na reconstrução das cidades ucranianas após a nossa vitória”, acrescentou o autarca.

Irpin, na periferia de Kiev, foi palco de fortes combates entre russos e ucranianos nos primeiros dias da invasão da Rússia, no final de fevereiro.

As forças russas tomaram rapidamente o controlo da cidade – com cerca de 60.000 habitantes antes da guerra – e ocupou-a durante todo o mês de março.

Kiev acusa as forças russas de terem cometido massacres em Irpin – assim como na vizinha Bucha –, depois de anunciar ter encontrado dezenas de corpos com roupas de civis após estas terem abandonado a cidade.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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