Primeiro-ministro centra mensagem de Natal na Saúde e promete reforçar SNS

“A gestão orçamental responsável que temos prosseguido permitiu-nos agora atacar de modo sustentável a crónica suborçamentação e o contínuo endividamento dos serviços de Saúde”, afirmou António Costa.

O primeiro-ministro centrou a sua mensagem de Natal deste ano na Saúde, fazendo um reconhecimento aos profissionais que atuam nesta área em Portugal e prometendo um reforço contínuo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A Saúde é um bem essencial e, por isso, o SNS – universal, geral e tendencialmente gratuito – constitui uma das maiores conquistas da nossa democracia, permitindo, ao longo dos últimos 40 anos, prestar assistência a todos os que dela necessitam, sobretudo em momentos de fragilidade e independentemente da condição económico, estatuto social ou local de residência”, disse.

É a quinta vez que António Costa fala aos portugueses na quadra natalícia e, desta vez, focou-se na Saúde por constituir “uma das principais preocupações dos portugueses” e por persistirem “vários problemas para resolver no SNS”, entre os quais cidadãos que continuam ser médico de famílias e filas de espera para consultas, exames e intervenções cirúrgicas.

António Costa lembrou, por exemplo, o reforço orçamental na Saúde que foi feito ao longo da legislatura, a admissão de 15 mil profissionais e o investimento nos cuidados continuados, com a abertura de mil novas camas. “A gestão orçamental responsável que temos prosseguido permitiu-nos agora atacar de modo sustentável a crónica suborçamentação e o contínuo endividamento dos serviços de Saúde. A proposta de Orçamento do Estado para 2020 contempla o maior reforço de sempre no orçamento inicial no setor da Saúde e confere maior autonomia aos hospitais”, afirmou.

A mensagem “de esperança e compromisso” do chefe do Executivo foi gravada numa das mais recentes Unidades de Saúde Familiar (USF), no Areeiro (Lisboa), com o intuito de “expressar a determinação do Governo em reforçar a capacidade de resposta de proximidade do SNS, para que este seja, cada vez mais, um motivo de orgulho nacional”. “Mais do que falar do passado, o nosso dever é responder às necessidades do presente e garantir melhor futuro ao SNS como poderoso instrumento de igualdade e progresso ao serviço de todos”, realçou António Costa.

No ano passado, o primeiro-ministro disse que Portugal estava “melhor”, mas ainda persistia trabalho a fazer e metas a cumprir, entre as quais eliminar o défice, continuar a reduzir a dívida e melhorar a qualidade dos serviços públicos, nomeadamente a do SNS.

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