Primeiro-ministro guineense critica campanha de “desinformação” e assegura que salários estão em dia

Segundo Aristides Gomes, aquela informação é “simplesmente mais uma inverdade de quem não tem o hábito de dizer a verdade”.

Aristides Gomes

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse hoje que não há salários em atraso na função pública guineense e lamentou a “campanha de desinformação” que está a ser feita para “intoxicar a população”.

“Na sequência de uma campanha premeditada de desinformação, cuja intenção é intoxicar a opinião pública nacional com o intuito de retirar algum proveito político nas eleições do próximo domingo uns indivíduos, disposto a chegar ao poder a qualquer preço, estão a espalhar a ideia de que o Governo tem algum salário na função pública por pagar”, pode ler-se numa mensagem do primeiro-ministro divulgada nas redes sociais.

Segundo Aristides Gomes, aquela informação é “simplesmente mais uma inverdade de quem não tem o hábito de dizer a verdade”.

“Pelo contrário, o que houve e que pode ser confirmado pelos professores é um aumento nos seus ordenados a partir do mês de novembro. Um processo que será alargado de forma progressiva a todas as outras categorias de funcionários públicos”, sublinhou o primeiro-ministro.

Na mensagem, Aristides Gomes deseja um bom Natal a todos os guineenses e afirma que o salário deste mês vai ser pago na quinta-feira.

A Guiné-Bissau realiza domingo a segunda volta das eleições presidenciais.

Mais de 760.000 guineenses são chamados às urnas para escolher o próximo Presidente do país entre Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

Recomendadas

Guterres condena “veementemente” golpe de Estado no Burkina Faso

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou este sábado “veementemente”, num comunicado, “qualquer tentativa de tomada do poder pela força das armas” no Burkina Faso, um dia após um novo golpe de Estado no país, o segundo em oito meses.

Manifestantes denunciaram repressão violenta sobre ativistas no Irão

Milhares de manifestantes em várias universidades iranianas e em vários países protestaram este sábado contra a repressão sobre movimentos de protesto pela morte de Mahsa Amini, a jovem acusada de violar o código de indumentária da República Islâmica.

Bolsonaro agradece apoio de líderes europeus de extrema-direita, entre eles André Ventura

O presidente Jair Bolsonaro, que pretende ser reeleito no domingo, agradeceu este sábado as mensagens de apoio que recebeu de líderes da extrema-direita da Europa, como o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, ou o líder do Chega, André Ventura.
Comentários