Primeiro-ministro: “Não podemos perder o foco no esforço nacional de recuperação”

É a sétima vez que António Costa fala aos portugueses na quadra natalícia, mas desta vez admitiu ter estado mais “contido” porque as eleições legislativas são já no próximo mês. “A vacina provou ser a arma mais eficaz no combate à pandemia mas a guerra ainda não acabou”, disse ainda.

Paulo Cunha/Lusa

O primeiro-ministro voltou a centrar a sua mensagem de Natal, divulgada este sábado, no combate à pandemia, reforçando o agradecimento pela solidariedade e civismo dos portugueses e pelo “trabalho incansável” dos profissionais de saúde e recordando que depois de amanhã se completa desde o início do processo de vacinação contra a Covid-19, com o médico infecciologista António Sarmento, do Hospital de São João.

“A vacina provou ser a arma mais eficaz no combate à pandemia. Uma extraordinária vitória da Ciência. Mas a guerra ainda não acabou. Como sabemos, há milhões de seres humanos em todo o mundo que ainda não tiveram acesso à vacina e, enquanto assim for, o vírus continuará ativo e persistirá o risco de se transformar em novas variantes. Por isso, é fundamental acelerar a vacinação à escala global e prosseguir o reforço vacinal em Portugal”, explicou António Costa.

É a sétima vez que António Costa fala aos portugueses na quadra natalícia, mas desta vez admitiu ter estado mais “contido” porque as eleições legislativas são já no próximo mês. Ainda assim, terminou com uma referência à recuperação económica do país.

“Apesar de o emprego já ter recuperado plenamente e de termos retomado um crescimento robusto, não podemos perder o foco no esforço nacional de recuperação. E devemos fazê-lo com a confiança de um povo que, tendo superado cada etapa desta pandemia, é capaz de se superar, de encarar o futuro com esperança, continuando a ser extraordinário nos tempos de normalidade e tranquilidade porque todos ansiamos”, concluiu.

No ano passado, o primeiro-ministro focou-se na solidariedade dos portugueses e na gratidão para com a resiliência, a adaptação e a coragem dos cidadãos, dos empresários e dos profissionais de saúde durante a pandemia, transmitindo ainda uma mensagem de esperança com base no programa de vacinação contra a Covid-19, cujo pontapé de saída aconteceu há praticamente um ano, e na bazuca europeia.

Em 2019, mesmo antes de a o vírus atingir Portugal, o primeiro-ministro tinha centrado a sua mensagem de Natal na Saúde, fazendo um reconhecimento aos profissionais que atuam nesta área em Portugal e prometendo um reforço contínuo do Serviço Nacional de Saúde (SNS). No ano anterior, o primeiro-ministro salientou que Portugal estava “melhor”, mas ainda persistia trabalho a fazer e metas a cumprir, entre as quais eliminar o défice, continuar a reduzir a dívida e melhorar a qualidade dos serviços públicos, nomeadamente a do SNS.

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