Primeiro-ministro reitera total apoio a Acordo de Paris e luta contra alterações climáticas

António Costa lembrou que o Acordo de Paris se destina a preservar para as atuais e próximas gerações a única “casa” da Humanidade, e lembrou também que Portugal foi dos primeiros países do mundo a ratificar o documento e a comprometer-se com a neutralidade carbónica em 2050 (não produzir mais gases com efeito de estufa do que aqueles que consegue absorver, através, por exemplo, das florestas).

António Costa | Twitter

O primeiro-ministro português reiterou hoje o total apoio do país ao Acordo de Paris e à luta contra as alterações climáticas, ao intervir na Cimeira da Ambição Climática, que hoje se realiza virtualmente juntando dezenas de líderes mundiais.

A cimeira, no dia em que se assinalam os cinco anos da assinatura do Acordo de Paris sobre o clima, que juntou em 2015 praticamente todos os países do mundo, serve para reiterar as ambições mundiais na luta contra o aquecimento global e de cumprir as premissas do acordo, de impedir que as temperaturas subam além de dois graus celsius em relação à época pré-industrial.

Foi convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo Reino Unido e pela França, em parceria com o Chile e com a Itália.

António Costa lembrou que o Acordo de Paris se destina a preservar para as atuais e próximas gerações a única “casa” da Humanidade, e lembrou também que Portugal foi dos primeiros países do mundo a ratificar o documento e a comprometer-se com a neutralidade carbónica em 2050 (não produzir mais gases com efeito de estufa do que aqueles que consegue absorver, através, por exemplo, das florestas).

Depois disso, afirmou, Portugal assumiu outros compromissos na luta contra as alterações climáticas, como o de acabar com a eletricidade produzida a partir do carvão já a partir do próximo ano, muito mais cedo do que inicialmente previsto.

“Acreditamos que a ação climática deve estar na base das políticas económicas à medida que recuperamos da pandemia de covid-19”, disse, acrescentando que 85% do Programa Nacional de Investimento será atribuído a infraestruturas sustentáveis e à ação climática.

António Costa lembrou também que Portugal é dos países europeus mais afetados pelas alterações climáticas, pelo que vai implementar um Roteiro Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.

Portugal, acrescentou, está também empenhado em reforçar a contribuição para apoiar os países em desenvolvimento na luta contra as alterações climáticas, disponibilizando 20 milhões de euros para esse efeito ao longo da próxima década.

A cimeira de hoje acontece porque a Cimeira de Glasgow sobre o clima, que estava marcada para este mês, foi adiada devido à pandemia de covid-19. A Cimeira de Glasgow (chamada de COP26) realiza-se em novembro do próximo ano.

Na sexta-feira, em Bruxelas, o Conselho Europeu chegou a acordo para a redução de emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia em 55% até 2030, em relação a 1990.

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