EDP. Principais acionistas já têm os cinco nomes para liderar a elétrica até 2023

A assembleia geral extraordinária vai eleger a nova comissão executiva da EDP a 19 de janeiro de forma remota. A nova equipa executiva vai ser mais pequena e conta com uma cara nova.

Os principais acionistas da EDP já têm os nomes para lidera a elétrica até 2023. Miguel Stilwell de Andrade é o nome proposto para presidente executivo. Seguem-se Miguel Setas (líder da Brasil), Rui Teixeira (líder da EDP Espanha), Vera Pinto Pereira (líder da EDP Comercial) e Ana Pina Marques, que saiu do conselho de administração executivo da NOS para a EDP.

Assim, vão sair da comissão executiva João Marques da Cruz, António Martins da Costa e Maria Isabel Pereira.

A carta é assinada pela China Three Gorges, Oppidum Capital, Senfora, Fundo de Pensões do grupo Millenium BCP e Sonatrach, segundo comunicado da EDP na CMVM.

A assembleia geral extraordinária de acionistas da EDP vai ter lugar no dia 19 de janeiro pelas 10 horas. O encontro vai ser realizado remotamente devido à pandemia da Covid-19, anunciou a empresa esta sexta-feira.

O encontro vai ter apenas dois pontos: deliberar sobre a “prorrogação transitória da atual política de
remuneração do Conselho de Administração Executivo e sua aplicação aos membros deste Conselho a eleger para o mandato relativo ao triénio 2021-2023, a vigorar até à realização da Assembleia Geral Anual de 2021”.

No ponto dois, “deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho de Administração Executivo para o mandato relativo ao triénio 2021-2023”.

A 30 de novembro, o presidente executivo da EDP, António Mexia, e o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, ambos suspensos de funções por decisão judicial, anunciaram que estão indisponíveis para continuar à frente da elétrica.

Os acionistas da EDP que contam com assento no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) anunciaram assim que pretendem realizar uma assembleia-geral extraordinária em janeiro de 2021 para eleger uma nova comissão executiva até 2023. Nesse sentido, solicitaram ao presidente executivo interino, Miguel Stilwell de Andrade, para submeter uma proposta para a comissão executiva.

“Não obstante as restrições em resultado da não admissão da presença física de acionistas ou seus representantes, a EDP dispõe de condições que lhe permitem – à semelhança do que se verificou na Assembleia Geral Anual de 16 de Abril de 2020 – realizar a Assembleia Geral Extraordinária ora convocada, conferindo aos seus acionistas a possibilidade de participar na reunião por via telemática,
exercendo o seu direito de voto”, pode-se ler no comunicado hoje divulgado.

A EDP explica que a “forma de exercício do voto corresponderá exclusivamente ao voto por correspondência, quer por via postal quer por via eletrónica”.

A elétrica garante que a “realização da assembleia geral exclusivamente por meios telemáticos permitirá que todos os Acionistas inscritos e devidamente habilitados a participar na Assembleia Geral tenham acesso à transmissão em direto ao vídeo e ao áudio da reunião”.

Quem são os acionistas a mandar na EDP? A China Three Gorges é a maior acionista com 21,55%. Seguem-se os espanhóis da Oppidum Capital com 7,20%, sociedade detida em 55,9% pela Masaveu Internacional, SL., com os restantes 44,1% detidos pelo Liberbank, e os norte-americanos do fundo Blackrock com 5,06%.

Depois, na quarta posição surgem os noruegueses do Norges Bank (2,95%), seguidos do Alliance Bernstein (2,68%), dos argelinos do Sonatrach (2,19%) e da Qatar Investment Authority (2,09%).

O grupo EDP já encaixou 2,7 mil milhões de euros em vendas este ano. Esta semana concluiu a vendas das barragens no Douro a um consórcio francês, e no início de dezembro fechou a venda de ativos em Espanha à francesa Total.

Ao mesmo tempo, esta semana anunciou a conclusão da compra da energética espanhola, avaliada em 2,7 mil milhões de euros.

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