Procura de gás na Europa vai sofrer quebra recorde de 10% (com áudio)

O cenário é traçado pela AIE no relatório trimestral sobre o mercado do gás em que, reconhecendo um elevado grau de incerteza, revê em baixa as próprias previsões e estima que a procura na Europa irá diminuir mais 4% em 2023.

O cenário é traçado pela AIE no relatório trimestral sobre o mercado do gás em que, reconhecendo um elevado grau de incerteza, revê em baixa as próprias previsões e estima que a procura na Europa irá diminuir mais 4% em 2023.

A procura de gás na Europa vai sofrer uma queda recorde de 10% este ano devido à escalada dos preços, abrandamento das exportações russas e políticas de contração no consumo, informou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

O cenário é traçado pela AIE no relatório trimestral sobre o mercado do gás em que, reconhecendo um elevado grau de incerteza, revê em baixa as próprias previsões e estima que a procura na Europa irá diminuir mais 4% em 2023.

A redução esperada para este ano na Europa significa um corte de 54 mil milhões de metros cúbicos e levará a uma queda de 0,8% à escala global, porque os preços historicamente elevados estão a produzir efeitos em todo o mundo.

Durante os primeiros oito meses deste ano, a Europa absorveu 10% menos gás do que no mesmo período em 2021, devido a contrações acentuadas nos setores residencial e comercial (-12%) e ainda mais em utilizações industriais (-15%).

Para a produção de eletricidade, contudo, o gás foi queimado quase ao mesmo nível que em 2021, porque a seca reduziu a produção das centrais hidroelétricas nos países do sul da Europa e o encerramento durante meses de mais de metade dos reatores nucleares em França devido a trabalhos de manutenção ou defeitos detetados tem de ser compensado.

Recomendadas

Expectativas de exportação na Alemanha aumentam em novembro, diz Ifo

Depois de uma queda no mês anterior, a indústria automóvel volta a ter expectativa de crescimento nas exportações.

Ucrânia: Angola admite impacto no aumento dos preços dos bens alimentares

Segundo o secretário de Estado do Planeamento angolano, Milton Reis, Angola apesar de ser um exportador líquido das “commodities” energéticas “não está imune aos efeitos deste conflito”.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta segunda-feira.
Comentários