Procura por ativos de risco favorece índice alemão

Mercados. A análise de Pedro Ricardo Santos*, gestor da XTB Portugal: 26 de Novembro. Dia de acção de graças nos Estados Unidos. Wall Street fechada com reabertura condicionada amanhã. Grande parte dos investidores estão já com os olhos postos no fim-de-semana. O sentimento na Europa poderá ser marcado pelo apetite pelo risco causado pela decisão […]


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Mercados. A análise de Pedro Ricardo Santos*, gestor da XTB Portugal:

26 de Novembro. Dia de acção de graças nos Estados Unidos. Wall Street fechada com reabertura condicionada amanhã. Grande parte dos investidores estão já com os olhos postos no fim-de-semana.

O sentimento na Europa poderá ser marcado pelo apetite pelo risco causado pela decisão do primeiro ministro japonês em aumentar as medidas de alívio fiscal para os contribuintes. De resto, os reflexos dessa intenção não se fizeram esperar na bolsa de Tóquio. Apesar das tensões geopolíticas na Europa, o sentimento positivo poderá continuar a pautar a procura por activos de risco continuando a favorecer o índice alemão.

De resto, o euro cada vez mais fraco tem impulsionado alguns sectores europeus, particularmente aquele que mais depende das exportações. Por um lado, a fraqueza da moeda torna mais competitivos os produtos europeus. Empresas como as do sector do papel portuguesas, que exportam essencialmente em dólares com custos em euros, vêem os seus resultados a apreciar significativamente.

Espanha apresentou dados relativos ao crescimento trimestral da economia. Apesar de registar um abrandamento, face ao segundo trimestre, o avanço do PIB foi superior à média europeia. Se a isto juntarmos o esforço do executivo espanhol no combate ao flagelo do desemprego, poderemos antecipar um resultado para o PP melhor do que o inicialmente apontado nas eleições legislativas do próximo mês.

Em Portugal, a normalidade democrática será hoje restabelecida com a tomada de posse do novo governo, com apoio maioritário na parlamento. A preocupação continua instalada na mente dos investidores relativamente à capacidade do novo executivo respeitar os acordos europeus de estabilidade orçamental. Para já a praça nacional segue a negociar à boleia do resto da Europa, com ganhos tímidos. Grande parte dos agentes económicos adoptou a postura do esperar para ver. Neste caso particular, será esperar pela apresentação do programa do novo governo, bem como o respectivo orçamento, onde as contas estarão feitas preto no branco.

 

Acções

Petrobras (PBR.US) – Foi ontem detido o presidente executivo da Petrobras, o bilionário André Esteves, a propósito da investigação em curso contra a corrupção dentro desta empresa.  A acusação  alega ter havido subornos entre a gestão e políticos, dado que a Petrobras também é detida pelo estado brasileiro, este facto é ainda mais escandaloso. A acção reagiu em baixa a esta notícia (passou de 5.54$ para 5.11$) mas ainda tem potencial para posteriores quedas, dado que a recessão económica no Brasil ainda não atingiu o pico e as consequências deste evento ainda não foram totalmente sentidas.

Sessão Europeia

  • As principais praças europeias abriram pela segunda vez consecutiva com valorizações generalizadas, indicando que os momentos de instabilidade devido aos problemas geopolíticos podem já ter ficado para trás, regressando assim ao movimento altista que verificamos desde finais de Setembro. A valorização do dolár tem contribuído para esta valorização dos índices europeus pois aumenta a competitividade destes, o que juntando às expectativas do aumento de estímulos por parte do BCE tem ajudado a recuperar as bolsas europeias.
  • O PSI 20 segue em linha com o resto das bolsas europeias, reagindo em alta depois das sessões menos positivas. No dia em que há uma tomada de posse do novo governo, o índice português reage positivamente ajudado claramente pelas boas indicações vindas do exterior. O sector bancário segue mais uma vez com uma excelente performance com apenas o Banif apresenta variações negativas. Em alta estão também os títulos da EDP, Semapa, Mota Engil e Impresa. Em sentido contrário, Teixeira Duarte, CTT e NOS apresentam as únicas quedas do índice português.

 

Sessão Asiática

  • As bolsas da Ásia subiram nesta quinta-feira, o euro manteve-se sob pressão sem saber se o Banco Central Europeu vai lançar mais estímulos para a economia em breve e a Reserva Federal dos EUA parece destinada a aumentar as taxas de juros em Dezembro.
  • No Japão, as acções recuperaram durante a madrugada, no entanto, acções ligadas a fornecedores de peças para telas de LCD do iPhone caíram bastante, após o jornal Nikkei informar sobre os novos planos da Apple de introduzir emissores orgânicos de luz para os iPhones em 2018.
  • O Nikkei terminou a subir 0,5% nos 19,944.41.
  • O Topix subiu 0,5% também na casa dos 1,602.32, com apenas 1,868 biliões de acções a serem transaccionadas, o que representa um valor inferior à média de volume diários dos últimos 90 dias de 2,3 biliões de acções. Nos EUA, os mercados estão fechados para o feriado do dia de Acção de Graças.
  • O Índice de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão subiu 0,5%. Na China, o índice Shanghai Composite caiu 0,2% enquanto o Hang Seng subiu 0,6%. O índice da Coreia do Sul, Kospi, subiu mais de 1% chegando aos 1,16% na sessão.

ÍNDICES

RUS50, H4 – nível dos 902 a manter o activo pressionado

Mesmo com a subida que os índices mundiais, na generalidade, têm tido, o índice russo tem sido uma excepção. Isso deve-se essencialmente a dois factores, o preço do crude e o escalar das tensões entre a Rússia e o Médio Oriente. Enquanto estes dois cenários se verificarem, o índice Russo perderá o seu potencial de subida. Em termos técnicos, estamos a assistir a uma excelente triangulação entre a resistência dos 902 e o suporte ascendente verde. Tendo em conta o pressionado preço do crude e as preocupações crescentes a nível geo-político que o país vive, é muito provável que a praça russa se mantenha pessimista e que a pressão vendedora surja em plano. Assim, a ideia é estar curto, com stop acima dos 902 e take profit nos 830.

 

DE30

Os principais índices europeus continuam a evoluir positivamente, motivados pela expectativa do reforço de mecanismos facilitistas, por parte do BCE. Destaque para o Dax, que ontem realizou uma sessão com ganhos superiores a 200 pontos e que hoje já conseguiu quebrar em alta a importante resistência dos 11182. Caso se confirme a hipótese de na reunião do dia 3 de Dezembro, o BCE reduzir as taxas de juro e/ou proceder a um aumento no seu programa de Q3 teremos com grande probabilidade os índices europeus a dispararem para os seus máximos anuais.

 

AUDUSD h4

O movimento correctivo no AUDUSD visível no gráfico h4 deverá sofrer nova pressão vendedora. A crise nas matérias primas, o desacelerar da China e mercados emergentes deverão incentivar os baixistas a forçar um  novo movimento de queda. A divergência entre politicas monetárias pode se evidenciar já em Dezembro e apesar do movimento correctivo não ter terminado, a partir dos 88.6 devemos estar atentos a uma possível inversão, até pelas divergências evidentes.

*Este artigo foi escrito na antiga ortografia

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