Procura por casas está em queda, mas Lisboa, Porto, Setúbal e Faro contrariam tendência

O decréscimo verifica-se em relação às quintas e herdades (-14%), mas também nas categorias de apartamentos (-7,6%), moradias (-7,4%) e terrenos (-7,2%).

A procura por imobiliário em maio regista uma “ligeira diminuição” face ao mês anterior, segundo os dados divulgados esta quinta-feira, 9 de junho, pelo portal Imovirtual. Ainda assim, nos distritos mais caros – Lisboa, Porto, Setúbal e Faro mantiveram um aumento da procura, à semelhança do que aconteceu nos primeiros seis meses do ano.

O decréscimo verifica-se em relação às quintas e herdades (-14%), mas também nas categorias de apartamentos (-7,6%), moradias (-7,4%) e terrenos (-7,2%).

A nível regional e, apesar do decréscimo geral da procura nas diversas categorias, Lisboa (+29%), Setúbal (+14%), Porto (+12%) e Faro (+10%) mantiveram a tendência de aumento da procura.

A procura por quintas e herdades também sobe ligeiramente no Porto (+11,5%) e em Lisboa (6,5%). No caso das moradias, da mesma forma se regista um ligeiro crescimento da procura no Porto (+ 3,2%) e em Lisboa (+0,2%). Só na categoria de apartamentos, as duas cidades mais populosas do país acompanham a tendência nacional, com diminuições de 7% e 3,5%, respetivamente.

Ricardo Feferbaum, diretor-geral do Imovirtual, justifica que “uma das explicações pode ser a instabilidade no crédito habitação com a subida anunciada da taxa de juro, que aumentou pela primeira vez em 2022 em abril, cerca de 0,8%, assim como pelo aumento das taxas Euribor. A inflação geral devido ao contexto internacional também influencia o mercado imobiliário”.

De acordo com o barómetro do Imovirtual, os distritos onde o aumento de procura se mantém são precisamente aqueles que registam os preços médios de venda mais elevados, nomeadamente Lisboa (640,3 mil euros), Faro (545,3 mil euros), Porto (364,6 mil euros) e Setúbal (359,2 mil euros).

“O facto de a procura não diminuir nestes distritos, na maioria das categorias, mostra o dinamismo destes mercados e o motivo pelo qual são das regiões mais procuradas e as mais caras”, acrescenta Feferbaum.

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