Procura por explicadores dispara 229% na primeira quinzena de setembro

Apesar da subida de preços em muitos sectores da economia, o preço médio por aula mantém-se idêntico ao praticado no início do ano, a rondar os 17 euros.

FERNANDO VELUDO/LUSA

A procura por explicadores cresceu 229% na primeira quinzena de setembro, face a igual período de 2021. Com o regresso às aulas, muitos são os pais e encarregados de educação que estão a investir em explicações, de acordo com uma análise ao mercado das explicações e a mais de 2700 profissionais, fez saber a Fixando, em comunicado de imprensa. A aplicação liga clientes e especialistas em variados serviços.

O facto de cerca de 60 mil alunos que terem pelo menos um docente em falta à data do primeiro dia de aulas terá contribuído para esta tendência, assim como a pandemia, que prejudicou a aprendizagem de muitos estudantes, com os pais e encarregados de educação a quererem agora que estes recuperem o tempo perdido.

“Os alunos que mais sofreram com a pandemia foram, sem dúvida, os mais novos. Há que compreender que é no 1º ciclo que se constroem as bases para todas as aprendizagens: o simples ato de ler, de fazer contas, de conhecer o que o rodeia”, sublinha Fábio Morgado, explicador de línguas, citado na nota.

Ainda assim, “a possibilidade de recorrer a uma aula com um explicador a partir de casa, sem necessidade de se deslocarem”, explica Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, permite “uma gestão do tempo muito mais eficaz e positiva para os estudantes”. O ensino à distância tornou os estudantes mais dependentes de novos estímulos, refere.

Apesar da subida de preços em muitos sectores da economia, o preço médio por aula mantém-se idêntico ao praticado no início do ano, a rondar os 17 euros.

Das explicações requisitadas, a maioria (58%) são referentes ao ensino secundário. Segue-se o segundo e terceiro ciclos do ensino básico (18%), o ensino universitário e o primeiro ciclo (9%). Os outros contextos de ensino representam uma procura residual.

O distrito de Lisboa é, por um lado, aquele que apresenta maior falta de docentes e, por outro, o que tem maior procura por explicadores (39%). Mais abaixo surgem os distritos do Porto (16%) e Setúbal (12%). A menor procura ocorre no interior do país.

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