Procura-se: oferta de escritórios!!!

Pode à primeira vista parecer desconcertante mas é com um relativo grau de confiança que afirmo que em 2015 a oferta de espaços de escritórios com qualidade voltará a “reinar”. Apesar da absorção de escritórios nos últimos cinco anos ter batido sucessivamente todos os recordes negativos de que temos registo, o facto é que o […]

Pode à primeira vista parecer desconcertante mas é com um relativo grau de confiança que afirmo que em 2015 a oferta de espaços de escritórios com qualidade voltará a “reinar”.
Apesar da absorção de escritórios nos últimos cinco anos ter batido sucessivamente todos os recordes negativos de que temos registo, o facto é que o volume de construção nova ou profundamente reabilitada,  sobretudo especulativa, foi quase inexistente. Esta realidade fez com que o excesso de espaços disponíveis a partir de 2009 tenha sido paulatinamente colocado à custa de uma queda significativa dos valores de arrendamento e de um substancial incremento dos incentivos por parte dos proprietários.
No decorrer de 2014 já assistimos, em algumas zonas, a um decréscimo das contrapartidas concedidas pelos senhorios, embora ainda não se tenha verificado uma subida no valor nominal das rendas. O terceiro trimestre deste ano terminou com uma absorção bruta de aproximadamente 78.000 m2, valor semelhante ao que foi o registado em todo o ano de 2013.
Tendo em consideração os negócios que há data de hoje se encontram em fase claramente avançada, e como sou atreito ao risco, apostaria que 2015 poderá terminar com uma colocação total entre 110 mil e 115 mil m2 de escritórios. Partindo do princípio que acerto na “mouche” estaremos a falar de um crescimento de 33% comparativamente ao último ano. Contudo, não é razão para euforias desmedidas pois as incertezas continuam a ser muitas.
Em jeito de conclusão, acredito que se existir uma consolidação dos ainda ténues  sinais de retoma económica seremos confrontados com um aumento generalizado do valor das rendas em praticamente todas as zonas do mercado de escritórios de Lisboa. Proprietários não hesitem “mãos à obra”.

 

André Almada,
Diretor Sénior de Agência de Escritórios, Comércio, Industrial e Logística da CBRE

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