Produção das seguradoras cresceu 38% para 12,4 mil milhões em 2021

A entidade liderada por Margarida Corrêa de Aguiar anunciou que a produção global de seguro direto das empresas de seguros revelou uma recuperação de 38% durante o exercício de 2021, para 12,4 mil milhões de euros, invertendo a tendência negativa a que se assistiu nos dois anos anteriores.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) publicou o Relatório do Setor Segurador e dos Fundos de Pensões 2021, nele é apresentada a análise da atividade dos setores supervisionados durante o ano de 2021, salientando as evoluções de maior relevo e o contexto económico e financeiro em que se inserem.

A entidade liderada por Margarida Corrêa de Aguiar diz que a produção global de seguro direto das empresas de seguros sob supervisão prudencial da ASF exibiu uma recuperação de 38% durante o exercício de 2021, para 12,4 mil milhões de euros, invertendo a tendência negativa a que se assistiu nos dois anos anteriores.

“Esta evolução foi materialmente influenciada pelo comportamento do ramo Vida que, após dois anos consecutivos de quebra, registou, em 2021, um aumento de 73,1%, alcançando um nível de produção próximo do registado em 2018, recuperação que é justificada pela captação de um maior volume de investimento / poupança através de produtos de seguros ligados a fundos de investimento (unit linked)”, refere a ASF.

Já a produção dos ramos Não Vida manteve o padrão contínuo de crescimento registado nos últimos anos, com uma variação de seis por cento em 2021 face ao ano anterior.

No que respeita ao resultado técnico do mesmo conjunto de empresas de seguros, verificou-se um aumento pelo segundo ano consecutivo, para 831,3 milhões de euros. Esta subida é explicada tanto pelo resultado da conta técnica do ramo Vida, que foi superior em 144,5 milhões ao alcançado em 2020, como pelo resultado da conta técnica dos ramos Não Vida, que registou uma variação positiva de 78,9 milhões de euros.

No âmbito da estrutura financeira e patrimonial das empresas de seguros sujeitas à supervisão prudencial da ASF ao longo de 2021, “registaram-se variações comedidas dos valores globais do Ativo e do Passivo. Não obstante, as evoluções foram no sentido de decréscimo no caso do Ativo, enquanto o Passivo registou um ligeiro aumento, conduzindo a uma diminuição da situação líquida de 1,5% face ao ano anterior”, refere a entidade reguladora.

Quanto à posição de solvência, o setor segurador nacional evoluiu favoravelmente durante o exercício de 2021, com o rácio global de cobertura do requisito de capital de solvência (SCR) a expandir 14,2 pontos percentuais face ao final do ano anterior, para 206,9%, e o rácio global de cobertura do requisito de capital mínimo (MCR) a aumentar 39,1 pontos percentuais, fixando-se em 576,2%.

“Em ambos os casos, o crescimento é justificado pela evolução positiva dos fundos próprios elegíveis para a sua cobertura, e impulsionado, sobretudo, pelo conjunto das empresas mistas, mas também pelas empresas a operar exclusivamente no ramo Vida”, revela o relatório.

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