Indústria do tomate voltou a crescer este ano

A indústria do tomate processou 1,2 milhões de toneladas em 2014, mais 20% do que no ano anterior, apesar de grande parte da produção se ter perdido devido à chuva intensa que caiu no mês de setembro. No ano passado, a indústria de tomate ficou-se pela transformação de 997 mil toneladas, depois de, em 2012, […]

A indústria do tomate processou 1,2 milhões de toneladas em 2014, mais 20% do que no ano anterior, apesar de grande parte da produção se ter perdido devido à chuva intensa que caiu no mês de setembro.

No ano passado, a indústria de tomate ficou-se pela transformação de 997 mil toneladas, depois de, em 2012, ter tido o melhor ano de sempre (1,29 milhões), recorde que o setor esperava bater este ano.

Em comunicado, a Associação dos Industriais de Tomate (AIT) adiantou que 2014 foi “especialmente complicado para a fileira do tomate de indústria devido à chuva intensa que caiu em setembro e que levou a que grande parte da produção se tenha perdido, com os prejuízos inerentes”.

Ainda assim, a indústria de tomate, que exporta 95% da produção, deverá atingir os 250 milhões de euros em exportações.

O secretário-geral da AIT, Miguel Cambezes alerta que o setor pode “perder terreno para os concorrentes” se “não forem tomadas medidas que incentivem o desenvolvimento e o fortalecimento da fileira”.

No comunicado, a AIT defende melhores condições nos seguros de colheitas e a redução dos custos de produção, sobretudo da energia, que representa o segundo maior custo para os transformadores, a seguir à matéria-prima.

“Em Portugal, os custos energéticos estão 20% acima da média da União Europeia e 40% acima dos EUA, que são os líderes mundiais. Para não perdermos competitividade e mantermos este setor na vanguarda mundial, reforçando a capacidade exportadora, é fundamental agir sobre estas matérias”, advertiu.

A AIT tem em curso a criação de um centro de competências no setor do tomate, com o objetivo de conseguir reduzir em 10% os custos de produção por hectare, alargar em 10% o número de dias da campanha e reconquistar a segunda posição na produtividade agrícola do tomate a nível mundial, com uma diferença inferior a 10% face à Califórnia.

OJE/Lusa

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