Produção industrial acelera na UE e zona euro. Portugal abaixo da média europeia

Portugal apresenta ligeiro crescimento na variação mensal (0,5%), mas na comparação homólogo é o terceiro país da União Europeia onde a produção industrial mais caiu: 4,9%.

Em outubro deste ano, a produção industrial nos países da União Europeia (UE) e zona euro cresceu 1,2% e 1,1%, respetivamente, dando continuidade ao aumento que se verificou no mês anterior, segundo os dados publicados pelo gabinete de estatística da UE, Eurostat, esta terça-feira, 14 de dezembro. Em relação ao período homólogo a subida foi ainda maior, com a produção industrial a aumentar 3,3% na zona euro e 3,6% na UE.

Entre os países de moeda única em outubro de 2021, face a setembro de 2021, a produção de bens de capital cresceu 3%, os bens de consumo duráveis 1,7%, os bens de consumo não duráveis 0,4% e a energia 0,1%, enquanto a produção de bens intermediários caiu 0,6%.

Na UE, a produção de bens de capital cresceu 3%, a energia 1,7%, os bens de consumo duráveis 1,3% e os bens de consumo não duráveis 0,7%, enquanto a produção de bens intermediários caiu 0,3%.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, os maiores aumentos mensais registaram-se na Alemanha e na Eslováquia (ambos 3%), Grécia (2,5%) e Dinamarca (2,1%). As maiores reduções foram observadas na Estónia (-2,4%), Letónia (-1,5%), Países Baixos e Roménia (ambos -0,9%). Portugal fica abaixo da média europeia, com um crescimento de 0,5% face ao mês anterior.

Em relação à comparação face a outubro de 2020, na zona euro a produção de bens de consumo não duráveis cresceu 6,9%, os bens de capital 5,2%, os bens de consumo duráveis 2,3% e os bens intermediários 2,1%, enquanto a produção de energia caiu 1,0%.

Já na UE, a produção de bens de consumo não duráveis cresceu 7,9%, os bens de capital 3,5%, a energia 3,1% e os bens intermédios e os bens de consumo duráveis 2,6%.

Os maiores aumentos entre os Estados-Membros registaram-se na Lituânia (22,7%), Grécia (17,2%) e Dinamarca (14,0%). As maiores quedas foram observadas na Roménia (-6,6%), Portugal (-6,5%) e na República Checa (-4,9%).

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