Produção industrial registou uma diminuição homóloga de 3,6% em novembro

Esta evolução foi particularmente influenciada pelo agrupamento de energia, sem o qual o índice agregado diminuiu 1,9% (-2,3% em outubro). Em termos mensais a variação da produção industrial foi de -5,0% (1,2% em outubro).

A produção industrial em Portugal registou uma variação homóloga de -3,6% em novembro, face aos 0,4% de outubro, de acordo com os dados do Índice de Produção Industrial (IPI) revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, 30 de dezembro.

Esta evolução foi particularmente influenciada pelo agrupamento de energia, sem o qual o índice agregado diminuiu 1,9% (-2,3% em outubro). Este agrupamento foi o que mais influenciou a evolução do índice total, com um contributo de -2,1 p.p. e uma taxa de variação de -10,3%, em contraste com o mês anterior em que apresentou um contributo de 2,3 p.p. e variação de 12,6%.

Por sua vez, os agrupamentos de bens de investimento e de bens de consumo contribuíram com -1,3 p.p. e -0,6 p.p.,
respetivamente, em resultado de variações homólogas de -8,2% e de -1,9% (-3,1% e -3,6% em outubro), respetivamente.

A única contribuição positivo (0,4 p.p.) partiu do agrupamento de bens intermédios, que passou de uma taxa de
variação de -0,6% em outubro, para 1,1% em novembro.

Em termos mensais a variação da produção industrial foi de -5,0% (1,2% em outubro). Todos os grandes agrupamentos industriais apresentaram contributos negativos, com destaque para a energia com contributo de -2,5 p.p. e taxa de variação de -12,5% (1,2% no mês anterior).

Os agrupamentos de bens de consumo e de bens de investimento contribuíram com -1,3 p.p. e -1,0 p.p., respetivamente, em consequência de variações mensais de -4,2% e de -6,4% (0,1% e -1,7% em outubro), respetivamente.

Por seu turno, o agrupamento de bens intermédios registou uma taxa de variação de -0,6% (3,6% no mês anterior) que originou um contributo de -0,2 p.p..

Recomendadas

Vieira da Silva desaconselha mudança da lei das pensões. “É mais sensato suspender”

Para o ex-ministro Vieira da Silva, seria mais sensato suspender a lei da atualização das pensões, não sendo este o momento para proceder a alterações à fórmula legal.

Médicos dão prazo de duas semanas para Ministério da Saúde marcar reunião

“Já fizemos seguir o pedido de reunião ao senhor ministro [da Saúde, Manuel Pizarro] e solicitámos que essa reunião se desenvolva com a celeridade que deve e estabelecemos um limite para nas próximas duas semanas sermos convocados para essa reunião”, adiantou Noel Carrilho.

Número de trabalhadores em layoff clássico cai 6% em agosto

Os empregadores recorreram menos ao layoff clássico em agosto do que no mês anterior. Caiu 6% o número de trabalhadores abrangidos.
Comentários