Professores e governo voltam hoje a sentar-se à mesa para negociar

O Ministério da Educação e as estruturas sindicais de professores e educadores retomam esta sexta-feira, 15 de dezembro, as negociações sobre o descongelamento de carreiras. Se não houver soluções, os professores admitem regressar aos protestos.

A reunião, com início às 10h00, terá lugar nas instalações da Direção-Geral da Educação e parte da declaração de compromisso assinada na madrugada de dia 18 de novembro entre a tutela e os sindicatos de professores. Sobre a mesa estará, segundo a convocatória entregue aos sindicatos, “à apresentação dos dados relativos aos diferentes aspetos em análise no âmbito do modelo a negociar e à fixação do calendário negocial”.

A FNE, filiada na UGT, diz apostar tudo nas negociações, mas sublinha que se não houver soluções, os professores vão regressar aos protestos. “Se não for possível encontrar uma boa solução negociada teremos de ir para a rua”, avança o secretário-geral, João Dias da Silva, num vídeo postado no site da Federação.

Por seu turno, o SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores garante que vai pugnar novamente pela “contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado, para efeitos de progressão”. Esta estrutura, quer ver também definido “o modo em que essa recuperação será feita, assim como o calendário em que decorrerá o processo”. O SIPE lembra que na última reunião sobre este tema, a tutela comprometeu-se a iniciar essa contagem na presente legislatura e concluir na seguinte.

Júlia Azevedo, presidente do SIPE, promete uma posição firme na defesa dos interesses dos professores para “reverter esta situação de profunda injustiça em que vivem os docentes” e salienta: “Iremos manter a exigência de uma solução em que os professores possam ser ressarcidos da totalidade dos anos em que tiveram as suas vidas congeladas.”

Já a FENPROF, afeta à CGTP, fez, recentemente, saber em comunicado que “com a negociação e a luta no centro do debate, os professores aprovaram – em quase todos os casos, por unanimidade, o que é muito significativo — uma moção que apela para a luta”.

No centro do conflito que opõe sindicatos e governo estão: reposicionamento dos docentes que, tendo entrado na carreira durante o período de congelamento, ficaram retidos no 1.º escalão; descongelamento das progressões, que se realizará nos termos definidos para o conjunto da Administração Pública; recuperação do tempo de serviço perdido pelos professores ao longo de nove anos, quatro meses e dois dias de atividade desenvolvida.

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