Professores, forças de segurança e profissionais de saúde. Chega define prioridades para o OE

Apesar de admitir que o Chega ainda não definiu o sentido de voto final, André Ventura sublinha que este vai depender de três grandes questões. As preocupações foram transmitidas a Marcelo Rebelo de Sousa durante a reunião com o partido.

Mário Cruz/Lusa

André Ventura, o único deputado do Chega, considerou esta terça-feira à saída do Palácio de Belém, onde reuniu com Marcelo Rebelo de Sousa, que o Orçamento de Estado do próximo ano “fica muito aquém daquilo que era necessário”, chegando mesmo a ser contraditório com o Programa de Governo.

Apesar de admitir que o Chega ainda não definiu o sentido de voto final, André Ventura sublinha que este vai depender de três grandes questões. Com as preocupações transmitidas a Marcelo Rebelo de Sousa, Ventura afirma que a primeira relaciona-se com o subsídio de risco para as forças de segurança, com os quais tem sido bastante solidário no Parlamento, onde mostrou faturas de que eram estes a pagar a sua própria proteção.

A segunda grande questão em torno do OE para o próximo ano prende-se com a atribuição do subsídio de alojamento para os professores, que “vivem hoje uma situação verdadeiramente vergonhosa no nosso país em matéria do exercício da sua própria profissão”. A terceira relaciona-se com os profissionais de saúde “que ainda não tiveram direito à revisão das suas carreiras e aos suplementos atualizados”.

Uma preocupação transmitida ao Presidente da República e que foi denunciada quando se discutiu o Programa de Governo trata-se da progressividade do IRS e de como este vai gerar “perda de poder de compra na administração pública e na generalidade dos setores profissionais” com a re-organização dos escalões do IRS. André Ventura explica que isto significa que “há uma contradição entre um orçamento que tem aparentemente um superávit (excedente) que vive um momento de aumento na dinâmica económica externa”, enquanto “os seus cidadãos perdem poder de compra”.

Recomendadas

Patrões vão ter majoração em 50% dos custos com aumentos salariais no IRC

No âmbito do acordo de rendimentos, o Governo decidiu propor aos parceiros sociais uma majoração em 50% dos custos com a valorização salarial em IRC. Patrões têm reclamado, note-se, medidas mais transversais.

Governo propõe reforço do IRS Jovem. Isenção sobe para 50% no primeiro ano

Jovens vão passar a ter um desconto fiscal maior, no início da sua carreira. IRS Jovem passará a prever uma isenção de 50%, em vez de 30%, no primeiro ano.

Governo quer atualizar os escalões do IRS em 5,1% em 2023

O Governo decidiu rever em alta o referencial dos aumentos salariais, puxando-o para o valor do aumento da massa salarial da Função Pública: 5,1%. Será esse o número que será usado para atualizar os escalões do IRS.
Comentários