Professores: greves distritais com concentrações arrancam esta segunda-feira em Lisboa (com áudio)

A revisão do regime dos concursos de colocação, a recuperação do tempo de serviço congelado, o fim das quotas na avaliação e melhores condições salariais estão entre as principais reivindicações dos professores.

Professores desfilam durante a Marcha Nacional pela Escola Pública, convocada pelo S.TO.P. – Sindicato Todos os Professores, como forma de protesto contra as politicas de educação do Governo, Lisboa, 14 janeiro 2023. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Começa esta segunda-feira, dia 16 de janeiro, uma greve nacional de professores, por distritos, convocada por oito organizações sindicais: ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU.

É uma nova etapa na luta dos professores em defesa de um vasto conjunto de reivindicações que incluem a revisão do regime dos concursos de colocação, a recuperação do tempo de serviço congelado, o fim das quotas na avaliação, as condições de trabalho, a mobilidade por doença e um regime específico de aposentação, entre outras.

A greve, no formato de greves distritais, decorrerá ao longo de 18 dias úteis, terminando em 8 de fevereiro. A FENPROF, promotor da paralisação, apela “aos professores e educadores em luta para que se concentrem às 11h00 horas numa das principais praças da cidade capital de distrito”, no dia da greve. No local, será distribuída informação à população sobre as razões da luta dos professores, será pedida assinatura num postal de solidariedade com os professores em luta e serão divulgadas as primeiras informações sobre a adesão à greve no distrito.

De fora desta greve está o S.T.O.P., que entregou pré-avisos de greve para todo o mês de Janeiro, à qual se juntaram a 4 de Janeiro os trabalhadores não docentes. Foi esta estrutura liderada por André Pestana que no sábado pôs nas ruas da capital milhares de professores, muitos dos quais pedindo a demissão do ministro, João Costa.

Os locais de concentração dos educadores e professores são os seguintes:

– 16 de janeiro: Lisboa, Praça do Rossio
– 17 de janeiro: Aveiro, Praça Melo Freitas
– 18 de janeiro: Beja, Largo das Portas de Mértola
– 19 de janeiro: Braga, Arcadas (às 14: 30 horas e não às 11 horas)
– 20 de janeiro: Bragança, Praça da Sé
– 23 de janeiro: Castelo Branco, Rotunda do Operário (Covilhã)
– 24 de janeiro: Coimbra, Praça 8 de Maio
– 25 de janeiro: Évora, Praça do Giraldo
– 26 de janeiro: Faro, Largo do Mercado
– 27 de janeiro: Guarda, Praça do Município
– 30 de janeiro: Leiria, Largo do Papa
– 31 de janeiro: Portalegre, Praça da República
– 1 de fevereiro: Santarém, Largo do Seminário
– 2 de fevereiro: Setúbal, Praça do Bocage
– 3 de fevereiro: Viana do Castelo, Praça do Município
– 6 de fevereiro: Vila Real, Avenida Carvalho Araújo
– 7 de fevereiro: Viseu, Rossio
– 8 de fevereiro: Porto, Praça D. João I

Para o dia 11 de fevereiro, em Lisboa, está agendada uma grande manifestação nacional de professores e educadores, em defesa da profissão de professor.

O Ministério da Educação e os sindicatos do sector voltam a sentar-se à mesa nos dias 18 e 20 de janeiro para a terceira ronda do processo negocial sobre a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente. A última reunião realizou-se ainda em novembro e antecedeu as greves que provocaram o encerramento de várias escolas ainda em dezembro e têm impedido a normalidade no início do 2.º período.

Conheça as razões da luta dos professores e o calendário das greves que tiveram lugar desde o final de 2022.

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