Programas de pós-graduação preparam para desafios da sustentabilidade e da digitalização

As escolas de gestão priorizam nos seus programas temas centrais para o desenvolvimento dos executivos, das empresas e da economia. Sustentabilidade e transição digital estão em destaque.

Com os olhos postos no futuro, antecipando-o, as escolas de negócios portuguesas abraçaram há anos os temas da digitalização e da sustentabilidade. No segmento das pós-graduações, a oferta formativa é particularmente rica e continua a ser reforçada respondendo à urgência societal das temáticas, como o Jornal Económico constatou junto das escolas.

“São dois drives críticos para a sobrevivência das organizações, não se trata mais de uma agenda de futuro, é uma agenda de presente e por isso de execução”, afirma Marta Pimentel, diretora da Formação Executiva da Nova SBE, ao nosso jornal. Esta onda que se tem agigantado”, tanto para a sociedade como para as empresas, faz parte da missão e dos objetivos da Nova School of Business & Economics.

Para garantir uma posição de destaque no mercado, a escola de negócios da Universidade Nova de Lisboa reforça continuamente o seu portefólio nestas duas dimensões, como nos explica a responsável pela Formação Executiva.

Na sustentabilidade, a oferta abrange programas mais estratégicos como Paradigm Shift, future Io e Sustainable Finance, e outros mais táticos, caso de Gestão Social e Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável, sustentada num modelo de impacto alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pelas Nações Unidas e aprovados por 193 líderes mundiais, bem como programas setoriais, como, por exemplo, agrobusiness.

Já o tema da digitalização é transversal a grande parte das pós-graduações e dos programas definidos para o portefólio para 2022 da Nova SBE, dado que acaba por impactar todas as áreas de negócio, desde o marketing até à inovação. Criámos, ainda, diz Marta Pimentel, cinco programas intensivos dedicados a esta temática – Liderar a Transformação Digital, Transformação Digital Aplicada, Blockchain & Smart Contracts, e commerce e Doing Digital, mais focado na vertente do marketing & comunicação.

A digitalização, i.e, o processo de integração progressiva de tecnologias digitais, e a sustentabilidade em todas as suas vertentes são centrais para o desenvolvimento dos executivos, das empresas e da economia. Por essa razão, são também estratégicas e centrais na oferta do ISEG Executive Education, afirma Luís Cardoso, presidente da instituição ao JE.

“A digitalização é uma das áreas core, pelo know how interno que o ISEG dispõe na área da matemática aplicada à economia e gestão, que nos assegura as valências indispensáveis numa era em que o Big Data é central nos planos estratégicos das empresas”, justifica.

A aposta da Escola do Quelhas está permanentemente a ser afinada e reforçada. Já este ano, foi lançada a pós-graduação em Applied Artificial Intelligence & Machine Learning, em parceria com a Amazon web Services, que decorre em formato blended learning. A procura e o feedback dos participantes levam o ISEG a realizar pela nona vez o programa Data Science & Business Analytics, em parceria com a Microsoft, cujo sucesso levou à criação de uma versão em blended learning, que permitiu alargar os participantes a todo o país e países de expressão em língua portuguesa. As mesmas razões explicam que a pós-graduação em Marketing Digital, que conta com as parcerias da Indústria 4.0, PHD e Google, avance em 2022 já para a 13.ª edição. Numa perspetiva de state of the art da gestão, diz Luís Cardoso, “também acompanhamos a evolução necessária de muitas empresas e profissionais, com o programa executivo eCommerce Management, que já vai para a sua 3ª edição e o feedback dos participantes é excelente”.

Se a introdução de processos inteligentes para a análise de dados é um fator chave no aumento da competitividade das organizações, a sustentabilidade é outro. Com o tempo, todas as empresas e organizações terão de reportar os chamados indicadores ESG, sigla do original em inglês Environmental, Social and Governance, e justificar perante os investidores, por um lado, que a sua atividade não prejudica de forma significativa o ambiente e, pelo outro, que contribui de forma positiva para melhorar as condições sociais e ambientais da região e do país.

É neste contexto que o ISEG Executive Education avançou em março com a terceira edição do programa executivo Sustainable Finance: Green and Climate Finance. Com duração de 58 horas, o curso conta com o apoio institucional do Ministério do Ambiente e Ação Climática e a coordenação de Clara Raposo, dean do ISEG – Lisbon School of Economics & Management, e Sofia Santos, consultora especializada em Climate Finance e Certified ESG Analyst. “Os conteúdos que disponibilizamos procuram ajudar os participantes a compreender a ligação entre descarbonização, economia circular e biodiversidade com riscos e oportunidades climáticas, bem como com a avaliação ESG dos projetos”, afirma Sofia Santos.

O ISEG é pioneiro no tema da sustentabilidade, tendo lançado há 10 anos uma pós-graduação em Gestão da Sustentabilidade, em parceria com a EDP, que tem atualmente duas turmas a decorrer em simultâneo. Completando a oferta nesta área, oferece ainda o programa executivo Sustainability: A Corporate Journey, em parceria com o GRACE e Sair da Casca, que terá a 3ª edição este ano.

Na Católica Lisbon School of Business & Economics, a gestão do portefólio de Formação de Executivos é sempre feita com um grande cuidado e atenção aos temas mais atuais e relevantes para as empresas e os seus profissionais, explica Céline Abecassis-Moedas, diretora da Formação de Executivos da Católica-Lisbon, ao JE. Uma das caraterísticas que nos distingue, adianta “é, de facto, a enorme ligação que temos ao tecido empresarial, que nos coloca numa posição privilegiada para perceber com particular acuidade quais as suas preocupações e quais as tendências mais atuais”.

A Católica-Lisbon oferece formações state-of-the art quer em áreas mais tecnológicas como Business Automation, Blockchain ou Big Data quer em áreas que cada vez mais definirão a estratégia das empresas, como a Sustentabilidade, Responsible Business, Purpose e Agribusiness.

De igual forma, também a Católica Porto Business School tem vindo a direcionar a sua atenção para os novos desafios societais. Carlos Vieira, diretor executivo da Formação de Executivos da Escola, revela ao JE que há novidades na forja, com um acréscimo de investimento em perspetiva já no próximo ano letivo de 2022/2023.

“Irá existir um reforço da oferta formativa na área do Business Analytics e de Sustentabilidade”, afirma. Em concreto, nesta segunda área, “irão existir ofertas conjuntas com a Escola Superior de Biotecnologia, com um foco nos temas da Economia Circular e Regeneração”. Com esta abordagem integrada, a Escola pretende marcar a diferença.

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