Proteção Civil não enviou SMS de alerta para não “banalizar a utilização” do recurso

As autoridades assumem que o objetivo de trabalharem junto da população garantia uma “comunicação mais eficaz, direcionada, mais incisiva e mais próxima de quem verdadeiramente necessitava”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explicou esta segunda-feira, 23 de dezembro, em comunicado que “relativamente ao sistema de envio de SMS, a ANEPC definiu limitar a sua utilização às situações de alerta especial de nível vermelho, de forma a não banalizar a utilização deste recurso nem a perceção da natureza excecional dessas mesmas SMS por parte dos destinatários”, reconheceu.

A ANEPC foi o foco de atenção este fim de semana após não enviar SMS aos cidadãos dos distritos que estavam em alerta devido às tempestades ‘Elsa’ e ‘Fabien’, sendo que a última comunicação foi em setembro, nos dias de muito calor.

Ainda assim, a ANEPC assumiu que não viu a necessidade de enviar a informação relativa à tempestade ‘Elsa’, “uma vez que se revelava necessário que a informação chegasse a populações de localizações muito específicas, sendo fundamental o envio de informação mais detalhada do que aquela que pode ser enviada através de SMS”.

Desta forma, a Autoridade da Proteção Civil explica que optou por “trabalhar a ligação e a comunicação com as populações no terreno, nos locais afetados e em risco, em completa articulação com os serviços municipais de proteção civil e agentes de proteção civil, nomeadamente Bombeiros e Guarda Nacional Republicana”.

As autoridades assumem então que o objetivo de trabalharem junto da população garantia uma “comunicação mais eficaz, direcionada, mais incisiva e mais próxima de quem verdadeiramente necessitava”, além de ainda utilizar os órgãos de comunicação social como complemento.

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