Proteção das pessoas ainda não é prioridade para as PME

No exterior, as empresas portuguesas protegem, numa primeira fase, os ativos físicos mas nem por isso descuram proteger os seus recursos humanos.

Reuters

As empresas portuguesas exportadoras ou com operações no estrangeiro necessitam de proteger os seus ativos pessoais e patrimoniais contra os riscos a que estão expostas sob pena de verem a sua atividade afetada em caso de sinistros. E este foi o mote para o workshop promovido pela MDS, multinacional de origem portuguesa líder na corretagem de seguros e consultoria de riscos, no evento Portugal Exportador.

E tal como sublinhou Mário Vinhas, deputy country manager da MDS Portugal, as empresas exportadoras e internacionalizadas “têm nos mercados externos muitas oportunidades de crescimento, mas também necessitam de proteger os seus ativos e as suas pessoas, mitigando e transferindo os riscos a que estão expostos”. Para o responsável, a consultoria de riscos e a contratação de seguros adequados “são fundamentais para assegurar o desenvolvimento sustentável do negócio e garantir que a solidez e perenidade das empresas não são postas em causa por aposta no crescimento internacional”.

A este contexto, os parceiros da MDS, PricewaterhouseCoopers e a NetJets, juntaram as suas experiências na proteção dos ativos, particularmente dos colaboradores, defendendo, consensualmente, a importância do apoio concedido por uma corretora (detentora de uma real capacidade negocial) na gestão e otimização da sua carteira de seguros.

Também em comum estão as preocupações com os colaboradores. Tanto Maria Antónia Torres, PwC partner, como Carla Pombeiro, diretor of Human Resources NetJets, reforçaram o acréscimo de riscos em destinos como os PALOP, sobretudo em matéria de assistência médica. E, quer seja em riscos facilmente calculáveis ou não, importa sobretudo que a todos seja dada a devida resposta, em prol de uma produtividade e de uma “serenidade” imprescindíveis.

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