Proteção de dados leva risco cibernético para o topo das preocupações das empresas

As organizações abrangidas pelo novo Regulamento já estão a sentir o efeito das ameaças cibernéticas: a questão não é se sofrerão um incidente cibernético, mas quando.

De acordo com o mais recente estudo levado a cabo pela Marsh, especialista mundial em corretagem de seguros e em consultoria de riscos, a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), no próximo dia 25 de maio de 2018, coloca o risco cibernético no topo da agenda das empresas europeias.

Ao analisar estes resultados, Carlos Figueiredo da Marsh, sublinha o quanto o estudo demonstra que a implementação do RGPD pode revelar-se como uma oportunidade para a administração das empresas: “permite ter uma visão mais ampla e estratégica da gestão do risco cibernético. A conformidade com as novas regras, transforma o que geralmente é visto como uma restrição numa vantagem competitiva”.

Segundo este estudo, onde foram inquiridos mais de 1.300 quadros superiores, 65% dos respondentes, cujas organizações oferecem produtos ou serviços na Europa, afirmaram que agora consideram o risco cibernético como um risco de topo. Num estudo similar, levado a cabo pela Marsh em 2016, apenas 32% das empresas identificava o risco cibernético no Top 5 dos seus riscos corporativos.

As organizações abrangidas pelo Regulamento já estão a sentir o efeito das ameaças cibernéticas: a questão não é se sofrerão um incidente cibernético, mas quando. Cerca de 23% dos respondentes deste estudo da Marsh afirmaram que as suas organizações, a nível europeu, foram sujeitas a um ataque cibernético bem-sucedido no ano passado. 

O estudo demonstra que tendo em conta o esforço que é necessário, muitas organizações irão enfrentar fortes desafios para cumprir todos os requisitos até maio de 2018. A poucos meses da sua implementação, apenas 8% dos respondentes afirmaram que as suas organizações estão totalmente em conformidade; 57% afirma que as suas empresas estão a desenvolver planos de conformidade e 11% diz ainda não ter começado.

Apenas 53% dos respondentes, que afirmaram que a sua organização estava totalmente em conformidade ou a preparar-se para o RGPD, estimou o impacto financeiro de uma perda cibernética. Quantificar a exposição proporciona um maior grau de precisão e permite uma gestão de risco mais efetiva na tomada de decisões. Mas, apenas 24% afirmou que analisa a sua exposição ao risco cibernético com base em termos quantificáveis.

As organizações responderam que pretendem investir mais na gestão dos riscos cibernéticos. Das organizações respondentes, que já possuem um plano para a implementação do RGPD, 78% admitiu aumentar o seu investimento na gestão do risco cibernético nos próximos 12 meses, incluindo a subscrição de um seguro de cyber. No entanto, é de realçar que 52% das organizações, que ainda não têm um plano para este novo Regulamento Europeu, garantiram que o investimento na gestão do risco cibernético irá aumentar.

 

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