Próximos leilões de energia solar vão prever centrais flutuantes em barragens

Em relação aos leilões anteriores, o ministro do Ambiente avançou que, dos 26 projetos que saíram do leilão de 2019, um total de dez “já estão completamente licenciados”.

Os próximos leilões de energia solar em Portugal vão prever centrais flutuantes em albufeiras, anunciou esta quarta-feira o ministro do Ambiente. Esta é uma medida que vai conseguir contornar questões relacionadas com a disponibilidade de terrenos, assim como os custos relacionados com a compra ou arrendamento destes, pois as centrais solares de grande capacidade precisam de muita área de implementação.

“As próximas licitações vão contar com novas possibilidade de localização dos projetos, como a energia solar fotovoltaica flutuante nas albufeiras”, disse João Pedro Matos Fernandes.

Este tipo de solução servirá para “evitar o impacto que tem no solo as grandes unidades de produção de energia solar. Este é um assunto que começa a ser discutido em Portugal”, afirmou, durante a conferência “Oportunidades nas energias renováveis em Portugal”.

Matos Fernandes sublinhou que este é um “desafio muito importante do ponto de vista técnico: os promotores vão ter redução do risco, seja por disponibilidade dos terrenos seja pelos próprios custos, porque obriga à aquisição ou aluguer desses terrenos”.

A conferência contou com vários intervenientes no sector energético ibérico. Na sua intervenção, o ministro do Ambiente aproveitou para fazer um balanço dos leilões anteriores.

No primeiro leilão de energia solar, realizado em 2019, foram atribuídos 1.300 megawatts (MW), com um “ganho total estimado de 600 milhões de euros em 15 anos”.

Dos 26 projetos que saíram deste leilão, um total de dez “já estão completamente licenciados e o projeto que corresponde ao lote que marcou o [então] recorde no mundo de preço (14,76 euros por megawatt hora) já tem a declaração favorável de impacto ambiental”.

Em relação ao segundo leilão de energia solar, realizado em 2020, foram adjudicados 600 megawatts, 75% com modalidade de armazenamento, e com “ganhos estimados de 560 milhões de euros em 15 anos”.

“O leilão solar de 2020 foi novamente um enorme êxito, mais uma vez estabelecemos um novo recorde mundial, com o preço da tarifa solar mais baixa que se conhece (11,14 euros por megawatt hora), 25% abaixo do recorde do ano anterior”, apontou Matos Fernandes.

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