PRR. Empresas de capital de risco prontas para investir com Banco de Fomento em PME e Mid Caps

A APCRI assegurou esta semana ao Banco de Fomento que a indústria nacional de capital de risco tem prontos para investir os milhões de capital privado que são necessários para executar integralmente o Programa Consolidar, destinado à consolidação de PME e à sua expansão para novas áreas de negócio.

O Banco Português de Fomento informou a Associação Portuguesa de Capital de Risco — APCRI que os resultados do concurso do Consolidar, fechado em fevereiro, serão anunciados “muito em breve”. Esta será a terceira atribuição de verbas do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) a empresas.

O Programa Consolidar tem 250 milhões do PPR para investir ao lado do capital privado em empresas viáveis afetadas pela Covid-19. “Iremos aplicar o nosso dinheiro ao lado das verbas do PRR”, garante a associação.

O Programa Consolidar destina-se “a apoiar a subscrição de fundos de capital de risco para investimento em PME e Mid Caps, impactadas pela pandemia de Covid-19, mas economicamente viáveis e com potencial de recuperação”, refere a APCRI.

“Os primeiros 250 milhões do PRR para empresas viáveis afetadas pela Covid-19 têm à sua espera os milhões privados suficientes para o relançamento dos negócios.  As sociedades de capital de risco garantiram isso mesmo ao Banco Português de Fomento em reunião esta semana”, refere a APCRI.

Para utilizar os 250 milhões de euros do PRR que o Banco de Fomento disponibiliza, os associados da APCRI mobilizaram, através de 33 candidaturas, capital que é superior aos 30% necessários para a contrapartida privada, revela a associação liderada por Luís Santos Carvalho.

Os fundos de capital de risco nacionais “responderam ao desafio com capital firme para ser aplicado no crescimento, expansão e consolidação de projetos empresariais, desenvolvendo novas áreas de negócio e novos produtos”.

Numa reunião com o Banco Português de Fomento (BPF), “a APCRI confirmou à sua presidente, Beatriz Freitas, o empenho com que os seus membros estão a responder ao primeiro desafio com verbas do PRR que lhes foi lançado”. O BPF está agora a ultimar os últimos detalhes do Programa Consolidar, cujo resultado do concurso deverá ser divulgado muito em breve.

“A instituição liderada por Beatriz Freitas informou que os resultados do Programa Consolidar estão para muito breve. Seguir-se-á um novo programa, agora com verbas europeias destinadas a start-ups e a PME inovadoras. São ótimas notícias vindas do Banco de Fomento”, diz a APCRI em comunicado.

O Banco de Fomento irá lançar outro programa com verbas do PRR dirigido às sociedades de capital de risco, agora um programa de “venture capital”, ou seja, destinado a novas empresas e start-ups com negócios com muito potencial que precisam de capital para arrancar.

“Assegurámos a disponibilidade do capital privado que representamos para investir, lado a lado com o Banco Português de Fomento, no crescimento e no aumento de competitividade do tecido empresarial português”, afirma Luís Santos Carvalho, presidente da APCRI. “A nossa indústria mobilizou capital privado e, agora, está preparada para aplicar o seu modelo de sucesso na melhoria e na restruturação dos modelos de negócios de empresas com potencial, reforçando e profissionalizando as suas equipas de gestão para produzirem produtos e prestarem serviços mais competitivos, gerar mais emprego, maior pagamento de impostos, etc”.

“As empresas participadas contribuirão para a retoma da economia nacional, na qual o Banco de Português Fomento mostra que está muito empenhado”, acrescenta o presidente da associação.

O estudo “Análise da Indústria do Capital de Risco em Portugal”, concluído pelo ISCTE no final de 2021, revelou que em Portugal as PME que recebem investimento de capital de risco são mais produtivas e mais rentáveis do que a média das PME nacionais, com notáveis efeitos na redução do seu endividamento e no reforço da sua mão de obra.

Segundo o ISCTE, em média as PME aumentam a sua força de trabalho em 40,9% depois de serem investidas por capital de risco.

 

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