PRR está a ser cumprido, mas 2023 vai obrigar a um “esforço adicional”, avisa Pedro Dominguinhos

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR sublinha que os marcos e metas estão a ser cumpridos, mas alerta que o próximo ano vai obrigar a um “esforço adicional” por parte de todos.

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O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) sublinha que estão a ser cumpridos os marcos e metas que foram estabelecidos, mas alerta que o próximo ano vai obrigar a um “esforço adicional” por parte de todos. Esta posição foi assumida por Pedro Dominguinhos em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios.

Segundo nota o responsável, falhar o plano prevista para 2023 significaria comprometer também os anos seguintes e até o prazo de 2023. Pedro Dominguinhos explica, por outro lado, que existe um conjunto de investimentos em diferentes ciclos de vida, assegurando que está, pois, atento aos riscos que podem colocar em causa as metas.

Em entrevista, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR revela ainda que o nível de pagamentos se situa atualmente nos 1.098 milhões de euros, isto é, houve um aumento de 60 milhões numa semana. E no final do ano, pode chegar aos 1.400 milhões de euros de euros, adianta o responsável, que admite, ainda assim, que o país poderia estar mais à frente, se os beneficiários finais fossem mais céleres a assinar os contratos.

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