PS anuncia “incondicional apoio” à rejeição da proposta finlandesa de Orçamento da UE

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, diz que a proposta é “mais drástica” do que a da Comissão Europeia e defendeu que a redução do financiamento comunitário terá impacto na política de coesão e desenvolvimento de Portugal.

O Partido Socialista (PS) transmitiu esta terça-feira o “incondicional apoio” à rejeição da proposta finlandesa de Orçamento da União Europeia (UE). O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, diz que a proposta é “mais drástica” do que a da Comissão Europeia e defendeu que a redução do financiamento comunitário terá impacto na política de coesão e desenvolvimento de Portugal.

“Propor em Bruxelas que o Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 não pode ser inferior ao atual quadro comunitário em execução é uma atitude que honra a história de coesão e da política de coesão europeias. Assumir esta posição significa honrar toda a história do projeto europeu”, afirmou José Luís Carneiro, no debate quinzenal desta terça-feira.

O secretário-geral adjunto do PS nota que, se já era “incompreensível”, que reduzia os apoios a Portugal, a proposta finlandesa é “ainda mais drástica e propõe a redução de 10% nesses apoios”. A última proposta feita pela presidência finlandesa para o período entre 2021 e 2027 envolve despesas de 1,087 biliões de euros, 48 mil milhões abaixo do plano inicial da Comissão Europeia.

José Luís Carneiro considerou que “o financiamento europeu é hoje vital e estrutural nas condições de desenvolvimento do país, no relançamento das condições de investimento público para a próxima década e para cumprir os desafios da legislatura”.

“Ao defendermos uma política de coesão sólida e robusta, estamos a defender esse ideal e o projeto dos pais fundadores. É isso que pela mão do PS e de vossa excelência tem acontecido no nosso país e queremos que volte a acontecer no próximo ciclo de fundos europeus”, defendeu, afirmando que António Costa tem o “incondicional apoio da bancada face às suas posições junto das instituições europeias”, tendo em conta a defesa da equidade e justiça social.

E acrescentou: “A voz de Portugal, por intermédio do senhor primeiro-ministro [António Costa], é hoje a voz de muitos desses países que, como Portugal, aderiram ao projeto da UE e foram capazes de aí encontrar um ideal de democracia, de paz, de liberdade, de prosperidade e de justiça”.

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